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Eleições Honduras Presidente

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Honduras: TSE divulga resultados da eleição sem anunciar vitorioso

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Confronto entre partidários de Salvador Nasralla e a polícia em Tegucigalpa, Honduras REUTERS/Edgard Garrido

O Tribunal Supremo Eleitoral de Honduras concluiu na madrugada desta segunda-feira (4/12) a contagem dos votos da eleição presidencial de 26 de novembro. O presidente Juan Orlando Hernández obteve mais votos, mas o Tribunal Eleitoral ainda não anunciou oficialmente o vencedor do pleito.


De acordo com o presidente do Tribunal, David Matamoros. Hernández teve 42,98% dos votos, e seu opositor, Salvador Nasralla, 41,39%. Matamoros indicou que faltam incluir poucas urnas no sistema de cômputo geral. A apuração indica o presidente Hernández como vencedor. Ele disputou o pleito graças a uma polêmica decisão judicial que permitiu sua candidatura à reeleição, o que é proibido pela Constituição.

A possibilidade de um novo mandato de Hernández provocou a fúria dos simpatizantes de Nasralla, apoiado pela Aliança de Oposição Contra a Ditadura. A oposição alega que houve fraude e roubo na eleição e diversas manifestações aconteceram no país, que vive um momento tenso, com cenas de vandalismo e saques.

Os opositores do governo entraram em confronto com policiais e militares, em distúrbios que resultaram na morte de uma mulher. Matamoros explicou que a declaração oficial pode demorar 22 dias porque, após a apuração dos votos, acontece uma fase de impugnações, onde outros partidos podem contestar o resultado.

Essa etapa pós-eleitoral deve ser cumprida, de acordo com a lei. "Fazemos um apelo a todos os candidatos e a todos os partidos de que Honduras venha em primeiro lugar", afirmou o presidente do tribunal.

Fraude eleitoral

O partido de Nasralla, um popular apresentador de televisão de 64 anos, acusa o governo de cometer uma fraude eleitoral em conivência com o TSE. Matamoros, no entanto, afirmou nesta segunda-feira que nenhum partido ou candidato apresentou atas com resultados diferentes aos que foram divulgados pelo tribunal.

Os atos de violência levaram o governo a declarar na sexta-feira estado de sítio, com um toque de recolher noturno, que foi burlado em vários bairros com panelaços de moradores.

(Com informações da AFP)