rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês
Brasil-Mundo
rss itunes

Exposição em NY quer alterar clichê "hipersexualizado" da brasileira no exterior

Uma exposição, em cartaz no Queens em Nova York, busca quebrar os estereótipos da mulher brasileira no exterior. Assimilar e ser assimilado por uma cultura diferente é um desafio comum da experiência dos imigrantes.Como ilustram os recentes escândalos e manchetes da mídia, ser respeitada no ambiente de trabalho ainda não é uma garantia para muitas profissionais. Para as imigrantes brasileiras, vistas pelo clichê de belas e sensuais, o desafio pode ser ainda maior.

A imagem mundial da brasileira está marcada por um forte estereótipo que, frequentemente, resulta na objetificação femina. A mídia e a indústria do entretenimento apresentam a brasileira como sexy, exótica, desinibida e focada no corpo. Essa imagem fica gravada na mente dos estrangeiros, impactando as interações com as imigrantes que vêm do Brasil. Isso pode limitar as oportunidades que essas mulheres têm de avançar profissionalmente e ser plenamente integradas à sociedade.

Três brasileiras residentes do Queens, o maior distrito da cidade de Nova York, observaram que as imigrantes brasileiras precisam recorrer a máscaras para que sejam mais facilmente aceitas pela sociedade americana. Com isso em mente, Camila Santos, Viviane Aquino e Keka Marzagao apresentam Masks of the Quotidian (Máscaras do Cotidiano), uma exposição multidisciplinar que inclui monólogos, fotografias e esculturas em forma de máscara.

As diversas máscaras sociais, reveladas na mostra, foram criadas por essas imigrantes para driblar o esteriótipo imposto e mostram, segundo as curadoras, a criatividade, resiliência e autodeterminação dessas brasileiras em se integrar.

Depoimentos de imigrantes brasileiras

Os trabalhos artísticos, em exposição neste mês de dezembro, foram inspirados em entrevistas com brasileiras residentes de três bairros do Queens: Astoria, Long Island City e Woodside. “A colaboração com as brasileiras que concordaram em ser entrevistadas e fotografadas foi fundamental para o sucesso do nosso conceito artístico, pois elas são a alma do projeto. Gostaria que o projeto ajudasse a alterar essa visão hipersexualizada da mulher brasileira”, diz Camila.

Os monólogos, em inglês, foram criados por Camila com o objetivo de atingir um público além da comunidade brasileira em Nova York. Camila, Keka e Viviane esperam que o projeto cresça e a exposição continue em outros estados americanos.

A vernissage de abertura da exposição, realizada em 09 de dezembro, atraiu tanto brasileiros quanto estrangeiros dos mais diversos países e backgrounds.

As três colaboradoras não têm a intenção de ditar nem limitar a conduta e a imagem de suas conterrâneas, mas querem apenas mostrar as muitas facetas da mulher brasileira, que também são um espelho da rica diversidade da cultura e da sociedade brasileiras.

Depois de palhaço e trapezista, brasileiro vira piloto de globo da morte em Dubai

Antônio Fagundes volta aos palcos portugueses com a comédia “Baixa Terapia”

Brasileiros que querem se mudar para Israel esperam resultado das eleições para tomar a decisão

Jovem cientista brasileira ajuda a criar plataforma mundial sobre alimentação

Tereza Ventura mudou-se há um ano para a Alemanha para investigar o ativismo pós-colonial

Turismo religioso leva brasileiros à Jordânia, conta a agente de turismo paranaense

Compositor brasileiro transforma "O Sétimo Selo", de Ingmar Bergman, em ópera na Suécia

Bernardo Lobo diz que seu processo de criação artística mudou para melhor em Lisboa

Nostalgia soviética é objeto de estudo de historiador brasileiro em Moscou

Na Itália, jovens de Ribeirão Preto usam a hipnose como arte e experimento social

“É melhor ser negro na Rússia do que no Brasil”, diz músico que trocou São Paulo por Kazan