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Papa viaja para Peru e Chile, mas evita de novo a Argentina

O papa Francisco embarca nesta segunda-feira (15) para mais uma viagem à América Latina, onde ficará até domingo (21). Desta vez, o sumo pontífice visitará o Peru e o Chile. Esta será a 22ª viagem internacional do papa Francisco e a sexta à América Latina

Rafael Belicanta, correspondente da RFI em Roma

A primeira etapa da viagem do papa será o Chile, justamente o país da América Latina onde a confiança dos chilenos na Igreja católica caiu de 44% para 36% e 38% dos entrevistados se consideram ateus ou agnósticos. Um dos motivos são os inúmeros casos de pedofilia. Desde 2010, mais de 40 padres abusadores foram desmascarados.

Um dos principais compromissos de Bergoglio no Chile será o encontro com as vítimas do regime de Pinochet. A anfitriã do papa em Santiago será a presidente MIchelle Bachelet, que deixa o cargo em março. Ela, que lutou para aprovar o casamento homossexual e a descriminalização do aborto, passará a faixa ao magnata conservador Sebastián Piñera.

No Chile, o papa também vai se encontrar com os os índios mapuche, que representam 7% da população chilena e estão furiosos. Eles querem ter seus direitos e terras reconhecidas, mas nem todos eles veem no papa um porta-voz confiável. Apesar de Francisco denunciar os abusos sofridos pelos mapuche, uma minoria radical da etnia já protagonizou violentos ataques à igrejas e seminários católicos, a religião que se impôs com a chegada dos espanhóis em 1541 e que ainda hoje provoca efeitos devastadores sobre a cultura indígena.

Questão amazônica marca visita ao Peru

A agenda do papa no Peru será marcada pela questão da Amazônia. Em Puerto Maldonado, em plena bacia amazônica, Francisco vai retomar o discurso em defesa da floresta e sua população. Na cidade, não distante das fronteiras com o Brasil e a Bolívia, o papa vai ser recebido por milhares de representantes dos povos indígenas, que lutam contra a pobreza e a exploração. Na capital, Lima, os tons serão mais políticos e, talvez, o papa encontre familiares das vítimas de violação de direitos humanos durante o governo do ex-presidente Alberto Fujimori, recentemente liberado da prisão por meio de um polêmico indulto.

Argentina fica de fora

O papa evita a todo custo voltar a Buenos Aires com a batina branca. As suas motivações pessoais não são publicamente conhecidas, há quem diga que ele não queira ser usado ou manipulado para questões políticas. No entanto, os católicos argentinos que o apoiam poderão cruzar os Andes e rever o antigo arcebispo de Buenos Aires no país vizinho. Já vimos essa invasão de argentinos quando o papa esteve no Brasil, em 2013, e no Paraguai, em 2015.

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