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Em Buenos Aires, Tillerson não descarta novas sanções à Venezuela

A viagem do secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, à América Latina, pode marcar uma guinada da política americana na região. Tillerson chegou à Argentina neste domingo (3), e está em Buenos Aires, onde discutiu a situação da Venezuela com o ministro das Relações Exteriores, Jorge Faurie. A prioridade é aumentar a pressão sobre a Venezuela, poupando o máximo possível a população.

Márcio Resende, correspondente da RFI em Buenos Aires

O chanceler de Donald Trump não descarta novas sanções contra a Venezuela, incluindo um eventual embargo dos Estados Unidos na importação de petróleo venezuelano. O presidente argentino, Mauricio Macri, receberá Rex Tillerson na residência presidencial e os dois devem afinar estratégias de pressão sobre o regime de Nicolás Maduro.

Depois da reunião com o ministro das Relações Exteriores argentino, Tillerson indicou que os Estados Unidos querem uma solução mais rápida para a volta da democracia na Venezuela e disse que sua viagem tem como objetivo encontrar soluções que acelerem o fim da atual situação no país.

O secretário de Estado confirmou que os Estados Unidos avaliam algumas opções, mas que têm a preocupação de não afetarem outros países e a população venezuelana. Ele não indicou exatamente quais medidas poderiam ser tomadas, mas declarou que vai discutir com os países da região maneiras de fazer com que o calendário eleitoral na Venezuela seja respeitado. "Que a Venezuela retorne para a Constituição e que haja eleições livres, justas e verificáveis é nosso único objetivo", pontuou.

Em abril do ano passado, o presidente Donald Trump fez do presidente argentino o seu aliado na região contra o regime de Nicolás Maduro.  Até agora, os Estados Unidos aplicaram sanções individuais aos funcionários de mais alto escalão do governo Nicolás Maduro, além de proibirem a transação de títulos soberanos e da petroleira estatal PDVSA.

O secretário de Estado reconheceu que, no caso de sanções, Washington também teria de avaliar "como amenizar o impacto para os interesses dos Estados Unidos e de outros países da região", que compram petróleo do vizinho caribenho. Em turnê latino-americana, Tillerson já abordou o tema da Venezuela no México e deve voltar a fazê-lo em suas próximas escalas de Lima, Bogotá e Kingston. Ao serem questionados sobre se pedirão que a Venezuela seja excluída da Cúpula das Américas que acontece em abril, Tillerson e Faurie concordaram em que a decisão cabe ao país anfitrião, o Peru.

O presidente Mauricio Macri já tinha pedido aos Estados Unidos que embargassem as exportações venezuelanas de petróleo para "asfixiar" o regime de Nicolás Maduro. Macri acrescentou que essa medida teria o apoio dos países da região e sugere um embargo total do petróleo que os Estados Unidos compram da Venezuela. Isso representaria 8% do total de petróleo que os EUA compram no exterior, mas quase a metade de tudo o que a Venezuela vende para o mundo.

O chefe da Diplomacia norte-americana não descartou essa hipótese e disse que esse é um dos assuntos que deve ser debatido com os países da região. Depois da reunião com Macri, Tillerson segue ao Peru e, na terça, vai à Colômbia. A viagem, mais uma vez, exclui o Brasil.

Golpe militar

Antes de embarcar nessa viagem pela América Latina, Rex Tillerson teria sugerido que um golpe militar na Venezuela seria aceitável para derrubar Nicolás Maduro, mas antes de chegar à Argentina, ainda no México, disse que deveria haver uma mudança pacífica no regime venezuelano. Não é a primeira vez que o governo dos Estados Unidos se contradiz. Em agosto passado, o presidente Donald Trump disse que não descartava uma "opção militar" na Venezuela.

Dias depois, o vice-presidente Mike Pence veio à Argentina e, diante do espanto da vizinhança com essa hipótese, descartou qualquer opção militar. Agora, Rex Tillerson, voltou a recordar que, na história da América Latina, as Forças Armadas várias vezes foram o agente da mudança.

Foi suficiente para o governo da Venezuela denunciar que o objetivo principal do secretário de Estado é pressionar os governos da região a apoiar um perverso plano de intervenção na Venezuela. Esta é a segunda escala de uma viagem que começou pelo México. Em seguida, ele segue para o Peru e a Colômbia, antes de terminar na Jamaica.
 

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