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Nova York Justiça Harvey Weinstein assédio assédio sexual Agressão

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Justiça de Nova York processa Weinstein e bloqueia venda de estúdio

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Harvey Weinstein durante a cerimônia do Oscar em Nova York, em 2017 REUTERS/Mike Blake

Depois das mais de 100 denúncias de mulheres de Hollywood, o produtor americano Harvey Weinstein agora é alvo da Justiça de Nova York. A procuradoria-geral do Estado apresentou neste domingo (11) uma ação judicial contra seu estúdio, por não ter protegido seus funcionários de assédio e agressão sexual, intimidação e discriminação.


Segundo o procurador-geral Eric Schneiderman, todo o lucro da Weinstein Company deve ser destinado à indenização das vítimas. A medida tem efeito imediato e interrompe um projeto de venda do estúdio, orçado em cerca de US$ 500 milhões, cerca de R$ 1,65 bilhão. O grupo envolvido no negócio é coordenado por uma ex-colaboradora do governo de Barack Obama, Maria Contreras-Sweet.

O procurador americano diz ter “elementos” para pensar que o projeto não prevê uma indenização adequada das vítimas, e que algumas pessoas próximas a Weinstein poderiam ter cargos de responsabilidade na nova empresa. A decisão do Estado de Nova York acontece quatro meses depois do início das denúncias contra o produtor, objeto de inúmeras acusações de agressões e estupro, mas até o momento o produtor não foi indiciado.

Camisinhas no carro

A ação da Justiça americana é resultado de quatro meses de investigação. Os interrogatórios dos empregados e das vítimas de Weinstein mostraram que ele possuía um grupo de mulheres no estúdio encarregadas de acompanhar o produtor aos eventos e facilitar suas conquistas amorosas e aumentar sua rede de contatos por telefone ou mensagens de texto

O inquérito também mostrou que Weinstein ameaçava seus empregados com frases como "vou te matar", "vou matar sua família" ou "você sabe do que sou capaz". Ele se vangloriava dos contatos políticos que tinha e assegurava ter ligações com o serviço secreto, que poderia resolver seus problemas.

A investigação ainda revelou que os motoristas do magnata em Nova York e Los Angeles também deveriam ter sempre à disposição preservativos e injeções contra problemas de ereção disponíveis nos carros.