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Copa do mundo 2026: Trump na contramão

Por Stephan Rozenbaum

No dia 13 de junho deste ano, o mundo vai saber quem sediará a Copa do Mundo FIFA de 2026. De um lado, a candidatura conjunta de Estados Unidos, Canadá e México e do outro, o Marrocos.

As casas de aposta dão como certa a derrota do Marrocos na corrida para sediar a Copa do Mundo de 2026, mas para o presidente norte-americano Donald Trump, a organização conjunta com o México e o Canadá parece mais com uma pedra no sapato.

As federações de futebol dos três países divulgaram um vídeo pelas redes sociais em que convidam todos a participar de um possível Mundial na América do Norte. A união dos três países no plano esportivo mostra o contraste gritante com a realidade geopolítica na região.

Política isolacionista

Segundo o professor de relações internacionais do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo e doutor em política externa norte-americana pela USP, Sidney Leite, “Donald Trump mostra um grande descaso com o que chamamos de cooperação regional”.

Para os apoiadores da candidatura, Donald Trump é um pesadelo. O magnata insiste em construir um muro quilométrico na fronteira mexicana, visando brecar a grande leva de imigrantes vindos de toda a América Latina.

Outra medida polêmica do governo foi a proibição de cidadãos de vários países de entrar em solo norte-americano. “Um evento como a Copa do Mundo implica uma certa flexibilidade, um certo liberalismo em relação à recepção de estrangeiros, o que colide com os conceitos que Donald Trump tem para a segurança dos Estados Unidos”, afirma Sidney leite.

Base Eleitoral

Apesar de um interesse cada vez maior dos jovens norte-americanos pelo futebol, a base eleitoral de Donald Trump segue na contramão. O futebol é tido como um esporte “estrangeiro” que não se identifica com a cultura tradicional dos Estados Unidos. A comentarista norte-americana ultraconservadora, Ann Coulter, chegou a dizer que o aumento do interesse pelo esporte mostra a “decadência moral do país”.

O professor Sidney Leite acredita que caso a candidatura unificada seja escolhida, protestos podem acontecer pelo país. “Não é possível descartar manifestações contra o evento, principalmente nos rincões dos Estados Unidos, na América profunda, onde Donald Trump conseguiu construir uma base de apoio disposta a se manifestar nas ruas” afirma o professor.

Declarações polêmicas

Nos últimos meses os comentários polêmicos de Donald Trump nas redes sociais começaram a atrapalhar a campanha dada como imbatível. Ao chamar os países africanos de “buracos de merda” no início do ano, o presidente norte-americano provocou o pânico entre os cartolas dos Estados Unidos. Vale lembrar que virão da África os mais de 25% dos votos que decidem a sede da Copa.

O governo marroquino decidiu contratar um dos maiores especialistas em comunicação, Mike Lee, que ajudou o Rio de Janeiro a levar os Jogos Olímpicos de 2016 e conseguiu com sucesso a Copa do Mundo para o Catar em 2022. Os marroquinos alegam que apenas não ficaram com a Mundial de 2010 por causa de um pagamento de 10 milhões de dólares que os sul-africanos fizeram para comprar votos na Fifa.

Com ou sem copa

Donald Trump não será mais presidente em 2026 mas os anos anteriores ao evento podem interessar o magnata, principalmente pelo viés econômico. “A Copa do Mundo tem atraído muitos patrocínios e Trump pode querer associar sua imagem a preparação do evento” lembra Sidney Leite.

O futebol nos Estados Unidos deve continuar crescendo. O número de jogadores passou de 11 para 16 milhões entre 2009 e 2016. A média de público na “Major League Soccerjá ultrapassou a marca de 20 mil espectadores por partida e a contratação de estrelas mundiais do esporte, como o sueco Zlatan Ibrahimovic, tem garantido a exposição mundial.

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