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Trump vai manter isenções de tarifas para aço e alumínio da UE, Canadá e México

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Donald Trump durante uma coletiva na Casa Branca nesta segunda-feira (30) REUTERS/Kevin Lamarque

O presidente americano, Donald Trump, decidiu manter até o dia 1º de junho as isenções provisórias de tarifas alfandegárias sobre as importações de aço e alumínio provenientes da União Europeia, do Canadá e do México, informou a Casa Branca nesta segunda-feira (1).


Segundo um comunicado da Casa Branca, "O governo (de Trump) prorrogou por 30 dias as negociações com Canadá, México e União Europeia. Em todas essas negociações, a administração mantém o foco nas cotas que restringirão as importações e preservarão a segurança nacional." Trump havia promulgado, no dia 8 de março, tarifas de 25% sobre as importações de aço e de 10% sobre as do alumínio, mas isentou Canadá e México, de forma imediata, e a União Europeia, no final de março. As isenções acabariam em 1º de maio.

No caso de Canadá e México, Washington vinculou a isenção definitiva das tarifas a uma renegociação favorável do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA). A decisão ocorre no momento em que os europeus multiplicam seus apelos por uma isenção definitiva das tarifas, e ameaçam uma retaliação.

"Somos pacientes, mas também estamos preparados", declarou a porta-voz da Comissão Europeia, Margaritis Schinas, acrescentando que "há contatos em todos os níveis". Na segunda-feira, Washington anunciou que a Coreia do Sul finalmente concordou em reduzir suas exportações de aço para os Estados Unidos e em abrir ainda mais seu mercado aos automóveis americanos.

Acordo com Brasil será anunciado em breve

Os EUA também informaram um "acordo de princípios" com Brasil, Argentina e Austrália, cujos "detalhes serão conhecidos em breve. Os europeus acusam a China, que lidera a produção de aço em nível mundial e é apontada por subsidiar sua indústria, pela superprodução no setor. Pequim, por sua vez, denunciou na Organização Mundial do Comércio (OMC) as tarifas americanas contra suas exportações de aço.

No domingo (29), o presidente francês, Emmanuel Macron, a chanceler alemã, Angela Merkel, e a primeira-ministra britânica, Theresa May, voltaram a advertir os Estados Unidos contra sanções comerciais, alertando que a UE está "pronta para reagir, se necessário, de forma eficaz e com celeridade".

Bruxelas tem preparado sua resposta aos Estados Unidos, mas com medidas que respeitam as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). A mais imediata seria taxar dezenas de produtos americanos emblemáticos, como tabaco, bourbon, jeans ou motocicletas.

Em abril, os representantes dos países da UE aprovaram uma lista de produtos, ainda faltam algumas semanas para que a medida possa ser aplicada. Bruxelas também poderia apresentar uma queixa à OMC, argumentando que as tarifas americanas, justificadas em nome da segurança nacional, servem, na verdade, para proteger as empresas do país.