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Trump muda de ideia e diz que ainda pode se reunir com Kim Jong-un

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O presidente americano, Donald Trump, explicou para os jornalistas que a reunião com Kim Jong-un deve ser realizada no dia 12 de junho em Cingapura. REUTERS/Carlos Barria

O presidente americano, Donald Trump, resolveu voltar atrás sobre o cancelamento da cúpula bilateral com a Coreia do Norte. No Twitter, o republicano demonstrou otimismo sobre o futuro encontro com o líder norte-coreano, Kim Jong-un. 


"Estamos tendo conversas muito produtivas com a Coreia do Norte sobre a cúpula que, se acontecer, será em Cingapura na mesma data, 12 de junho, e, se necessário, será prolongada para além desta data", escreveu Trump em sua conta no Twitter na sexta-feira (25). 

Na quinta-feira (24), o presidente americano anunciou o cancelamento do encontro que vem sendo planejado há meses. Em uma carta dirigida a Kim Jong-un, Trump declarou que tomou a decisão com base na "hostilidade aberta" de Pyongyang e ainda advertiu a Coreia do Norte a não cometer nenhum "ato bobo ou imprudente". 

Em contrapartida, a Coreia do Norte não descartou a possibilidade de continuar dialogando com os Estados Unidos. Para Pyongyang, a decisão foi "inesperada" e "extramente lamentável". Em comunicado, o regime norte-coreano salientou, no entanto, que ainda estava disposto a participar da reunião. 

A declaração foi considerada "amigável e produtiva" por Trump. O secretário americano da Defesa, James Mattis, reforçou a ideia. "Os diplomatas continuam trabalhando sobre a possibilidade dessa cúpula", assinalou. Já a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, se limitou a comentar que "se a reunião acontecer em 12 de junho estaremos prontos".

Coreia do Sul esperançosa

O cancelamento americano foi uma decepção para a Coreia do Sul, que negociou uma notável distensão entre Washington e Pyongyang, mas a declaração de Trump reavivou a esperança do país. "Nos parece uma sorte que as brasas do diálogo entre Coreia do Norte e Estados Unidos permaneçam acesas, mas observamos a evolução com prudência", declarou o porta-voz da presidência sul-coreana, Kim Eui-gyeom.

O ministro sul-coreano de Unificação, Cho Myung-gyon, assinalou que "a impressão é que [a Coreia do Norte] continua sendo sincera sobre a ideia de um acordo e em seus esforços de desnuclearização". Já o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, disse, entretanto, que respeita e apoia a decisão de Trump. 

A China, único grande aliado de Pyongyang, pediu a ambas as partes que "mostrem boa vontade", enquanto o secretário-geral da ONU, António Guterres, solicitou aos dois países que continuem conversando, assim como o anfitrião Singapura.

O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, se reuniu-se neste sábado (26) com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, na Zona Desmilitarizada que divide a península coreana - anunciou o governo de Seul.  "Eles trocaram opiniões e conversaram sobre maneiras de aplicar a declaração de Panmunjom e garantir o êxito da cúpula entre Estados Unidos e Coreia do Norte", acrescentou. 

(Com informações da AFP)