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Famílias separadas: políticos americanos denunciam falta de informações

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O prefeito Bill De Blasio saindo do abrigo Cayuga, que recebeu crianças separadas dos pais na fronteira entre México e EUA. REUTERS/Brendan McDermid

A confusão reina nos Estados Unidos a respeito da reunião das famílias de imigrantes clandestinos separadas pelas autoridades. Por enquanto, 500 das 2.342 crianças afastadas dos pais já reencontraram a família, mas nenhum processo administrativo foi adotado no plano federal e o restante dos menores estão espalhados pelo país.


Da correspondente da RFI nos EUA, Anne Corpet

As autoridades locais tentam fazer o que podem para obter as informações necessárias. Cerca de 700 dessas crianças foram enviadas a abrigos no estado de Nova York. É um número aproximativo, pois nem o estado ou as cidades foram informadas a nível federal.

O governador Andrew Cuomo se diz escandalizado com a falta de transparência. “Essas crianças estão muito traumatizadas. Foram colocadas em jaulas, separadas dos pais, jogadas em um avião ou ônibus e enviadas para lugares estranhos. Elas não falam a língua, não sabem onde estão”, fala Cuomo.

O governador interpela o governo federal sobre essas crianças. “Estão em meu estado, é minha responsabilidade tratar da saúde e bem-estar delas, por que não me dizem onde elas estão?”, pergunta Cuomo.

Descaso e falta de transparência

Diante da falta de informações, as autoridades locais tentam encontrar os pais dos menores. O prefeito da cidade de Nova York, Bill de Blasio, explica que está trabalhando junto aos serviços sociais que cuidam dessas criancas, a fim de contratar advogados para iniciar os processos de reunificação. “O governo federal não faz nada a respeito”, critica.

Segundo o governador de Nova York, a situação é ainda mais complicada porque as autoridades federais impuseram que os abrigos não informassem nada sobre as crianças que acolheram.