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Guerra comercial: EUA visam boicote ao capital chinês em empresas de tecnologia

A tensão entre os Estados Unidos e a China cresceu nesta semana com notícias de que o Departamento do Tesouro americano estaria prestes a lançar um plano para limitar os investimentos chineses em empresas de tecnologia no território americano.

Ligia Hougland, correspondente da RFI em Washington

Esta expansão, na opinião do governo, poderia ameaçar a segurança econômica e nacional dos Estados Unidos. Segundo informações divulgadas pela agência Bloomberg e o Wall Street Journal, para vencer a batalha comercial com a China, o governo deve anunciar nos próximos dias um boicote ao investimento de empresas chinesas em firmas de tecnologia, além do bloqueio de mais exportações de tecnologia o país. No entanto, há disparidade entre o que é dito dentro do governo de Donald Trump, pois a informação varia conforme a fonte.

De acordo com a fonte citada nas matérias da Bloomberg e do Wall Street Journal, o departamento do Tesouro americano impediria que empresas com pelo menos 25% de propriedade chinesa comprassem negócios em áreas de “tecnologia industrialmente importantes”.

A medida seria uma resposta ao plano “Feito na China 2025”, apresentado pelo presidente Xi Jinping. O chefe de Estado chinês espera que seu país se torne líder global em 10 áreas, incluindo tecnologia da informação, aeroespacial, veículos elétricos e biotecnologia. O plano chinês de longo prazo realmente representa uma ameaça à liderança – e talvez mesmo à segurança – americana, acredita o governo.

Secretário nega informação

O secretário do tesouro, Steven Mnuchin, disse nesta segunda-feira (25) no Twitter que as reportagens sobre as restrições ao investimento chinês eram “falsas” e que a fonte que deu essas informações não existia ou tinha pouco conhecimento sobre o assunto. Mnuchin afirmou que as restrições não eram específicas para a China, mas sim qualquer país que estivesse tentando “roubar” tecnologia americana. A declaração do secretário do Tesouro acalmou um pouco os mercados, que registraram queda nas ações de tecnologia nesta segunda-feira.

Os chineses já vêm falando de represália em relação aos impostos que o governo americano vai impor a partir de 6 de julho aos produtos chineses. A medida representa inicialmente um valor de US$ 34 bilhões, que pode subir para US$ 450 bilhões se Pequim impor sanções a produtos americanos.

Jinping tem respondido às ameaças em tom tão duro quanto o de Trump. Na semana passada, o presidente chinês disse a um grupo de altos executivos de grandes empresas europeias e americanas que os chineses não seguem o princípio ocidental de “oferecer a outra face” quando se é atacado e sim de “dar um soco em quem atacou. Ainda assim, o ministério chinês das Relações Exteriores disse que espera que os Estados Unidos proporcionem um ambiente “bom, justo e previsível” para as empresas chinesas.

Redução de investimentos chineses

Já houve uma queda de 90% do investimento chinês nos Estados Unidos nos primeiros cinco meses deste ano em relação ao mesmo período no ano passado. Empresas como a Apple e a General Motors, que têm grande interesse no mercado chinês, temem sofrer represália de Pequim. Tim Cook, CEO da Apple, chegou a ir à Casa Branca no mês passado para pedir que o governo americano seja mais “moderado” na disputa com a China.

As economias dos dois países são bastante integradas e, portanto, ambas nações têm diversas ferramentas ao seu dispor que podem ser usadas em uma longa batalha comercial. A China, por enquanto, diz que não pretende começar uma guerra cambial, mas quando se trata de briga por liderança comercial, não é só Trump que é imprevisível.

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