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Eleição presidencial no México tem semelhanças com Brasil, diz embaixador Rubens Barbosa

Por Adriana Brandão

Se as previsões se confirmarem, Andrés Manuel López Obrador, que aparece como favorito na eleição presidencial mexicana deste domingo (1°), tem tudo para ser eleito, marcando uma guinada da política do país à esquerda. Mas independentemente do resultado das urnas, essa campanha eleitoral também foi marcada por alguns paralelos com a situação atual no Brasil. Essa é a opinião do ex-embaixador brasileiro Rubens Barbosa, ouvido pela RFI.

Consultor de negócios e presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da FIESP, Barbosa representou o Brasil em Washington entre 1999 e 2004. Segundo ele, Obrador deve ser eleito em razão do contexto atual mexicano. “O ambiente político no México é fruto do baixo desempenho da economia nos últimos anos, a corrupção muito grande, a percepção da violência e uma imagem limpa de Obrador”, comenta o ex-diplomata, lembrando que o candidato foi prefeito da Cidade do México e terminou o mandato sem nenhuma acusação de envolvimento em escândalos.

“É como aqui no Brasil. Tem muita semelhança entre um e outro”, afirma Barbosa, traçando paralelos entre o programa de Obrador e as propostas feitas por alguns representantes da esquerda brasileira. “O Ciro Gomes é contra a reforma trabalhista e contra a reforma da previdência. No México, Obrador também tem uma agenda de desfazer algumas das reformas que foram feitas nos últimos anos”, lembra o ex-diplomata. Além disso, o candidato mexicano havia prometido fazer uma nova reforma no setor da Energia. Como “Ciro Gomes, que propôs nacionalizar todos os campos de petróleo”, aponta Barbosa. “Mas eu não estou dizendo que no Brasil a esquerda também vai ganhar”, pondera.

O ex-embaixador prossegue a comparação entre os dois gigantes do continente, lembrando ações do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. “Espero que Obrador faça lá no México a transição que o Lula fez. Prometeu um monte de coisas durante a campanha, mas quando assumiu a presidência, continuou a política macroeconômica de Fernando Henrique. Depois ele mudou e deu no que deu”’, analisa.

Barbosa também ressalta que um dos grandes obstáculos do novo presidente mexicano vai ser sua relação com Washington. Segundo ele, “vai ser complicado a presença do Obrador na fronteira com os Estados Unidos”, principalmente em questões ligadas à imigração e às transações comerciais, temas diretamente afetados pela política protecionista de Donald Trump. “O México sempre teve 85% ou 90% de seu comércio com os norte-americano. Além disso há um número enorme de mexicanos que estão ilegais nos Estados Unidos, que a qualquer momento podem ser presos e expulsos”, lembra.

Ouça a entrevista completa clicando na foto acima.

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