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BRICS se unem contra guerra comercial americana

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Chefes de estado dos cinco países dos BRICS se unem para fortalecer o comércio multilateral REUTERS/Mike Hutchings

Líderes do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) reunidos em Joanesburgo nesta quinta-feira (26) denunciaram "os desafios sem precedentes" que ameaçam o multilateralismo em resposta à guerra comercial dos EUA.


Em comunicado conjunto, os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, da China, Xi Jinping, da África do Sul, Cyril Ramaphosa, do Brasil, Michel Temer e da Índia, Narendra Modi, expressaram "preocupação com os efeitos das medidas de política macroeconômica adotadas por algumas das principais economias desenvolvidas".

Essas medidas "podem causar volatilidade econômica e financeira nas economias emergentes e ter impacto sobre suas perspectivas de crescimento", alertaram.

O grupo de países também destacou que o sistema multilateral de comércio enfrenta desafios sem precedentes e que é importante ter “uma economia global aberta que permita que todos os países e todas as pessoas compartilhem os benefícios da globalização".

Em um claro apelo aos Estados Unidos, eles também pediram que todos os membros da Organização Mundial do Comércio respeitem as regras da instituição e honrem seus compromissos com sistema comercial multilateral. Nos últimos meses, o governo americano protagonizou embates comerciais contra Pequim, Bruxelas e Moscou, entre outros.

Fortalecimento do bloco

Nesse contexto, os presidentes chinês e russo insistiram nesta quinta-feira sobre a necessidade de melhorar a cooperação entre os países do BRICS. Xi Jinping pediu que o fórum dos cinco países emergentes, lançado em 2009 e que representa 40% da população mundial, "desbloqueie seu enorme potencial de cooperação econômica". Segundo ele, "é necessário que o BRICS fortaleça sua parceria estratégica" para que "a próxima década seja outra década de ouro". O presidente russo concordou e ressaltou que o BRICS desempenha um papel único na economia global.