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Nasa lança sonda Parker, primeira criação humana a tentar penetrar atmosfera do Sol

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A Nasa, a agência espacial norte-americana, lançou neste domingo (12) sua sonda Parker, o objeto mais rápido já criado pelo homem. AFP PHOTO/NASA/BILL INGALLS

A Nasa, a agência espacial norte-americana, lançou neste domingo (12) na Flórida sua sonda Parker, o objeto mais rápido já criado pelo homem. A sonda deve passar através da atmosfera do sol para ajudar a descobrir o segredo de tempestades solares.


"Três, dois, um, decolar", narrou o comentarista da Nasa, enquanto o foguete Delta IV-Heavy subia de Cabo Canaveral, depois de um adiamento ocorrido no sábado (11).

Menos de uma hora depois, o técnico de lançamento indicou que a espaçonave havia se separado bem do foguete e continuava sua odisseia no espaço. "No momento, a sonda segue seu rumo com precisão",confirmou.

Com o tamanho de um carro e um custo de US$ 1,5 bilhão, a sonda Parker é a primeira produção humana destinada a tentar atravessar a atmosfera do Sol, com um escudo de alta tecnologia e todas as esperanças depositadas pela Nasa e a comunidade científica.

A Agência Espacial dos Estados Unidos havia planejado no sábado (11) uma janela de lançamento de 65 minutos. Mas, devido a um problema de pressão com o gás hélio, que apareceu apenas alguns minutos antes da decolagem, a Nasa teve que adiar para este domingo o lançamento.

Descobrir os mistérios solares

A missão da Parker é clara: tornar-se o primeiro objeto construído pelo homem para enfrentar as condições infernais da coroa, a parte da atmosfera do Sol, que é 300 vezes mais quente que a superfície da estrela.

A sonda terá que passar através de cerca de 6,2 milhões de quilômetros da superfície do sol e atravessar a coroa 24 vezes durante os sete anos da missão.

Além da proeza tecnológica, o interesse científico é primordial. Trata-se de tentar compreender porque a coroa solar é cerca de 300 vezes mais quente que a superfície do sol e porque suas partículas energéticas produzem tempestades eletromagnéticas que podem perturbar o funcionamento da rede de energia elétrica na Terra.