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Primárias em Nova York podem concretizar "ano da mulher" do Partido Democrata

Por RFI

Na quinta-feira (12) acontecem as eleições primárias nos Estados Unidos, onde os partidos Republicano e Democrata vão definir seus candidatos para as eleições de novembro, que vão eleger governadores e preencher vagas abertas no Legislativo e nas procuradorias gerais dos estados. Em Nova York, em especial, 2018 já está sendo chamado de "o ano da mulher", por conta do alto número de candidatas, em especial no Partido Democrata.

Depois da derrota de Hillary Clinton nas eleições presidenciais de 2016 e do movimento #metoo, houve uma corrida de candidatas às primárias, especialmente no Partido Democrata. Muitas delas defendem causas sociais e maior intervenção do Estado na economia, ecoando as ideias do senador Bernie Sanders. Entre elas, uma atriz famosa, que está dando uma canseira no atual governador de Nova York, Andrew Cuomo.

Trata-se de Cynthia Nixon, que ficou famosa como a advogada Miranda, do seriado Sex in The City. Ela já era conhecida pelo seu ativismo em defesa da educação pública, e reconhece que decidiu fazer carreira na política como uma resposta ao governo conservador do presidente Donald Trump.

Ela já disse em entrevistas que sentia que não bastava ir a marchas ou protestos ou usar sua fama para causas sociais, e resolveu colocar a mão na massa e injetar sangue novo na política novaiorquina.

No entanto, até agora Cuomo está liderando nas pesquisas, com cerca de 60% das intenções de voto, contra um pouco mais de 20% para Cynthia. Ele é um político mais de centro, com uma campanha milionária e apoio institucional forte.

Já Cynthia defende o acesso universal à saúde, legalização da maconha no estado, aumento de impostos para melhoras os serviços públicos, entre outros temas mais polêmicos.

Mas uma zebra não está descartada, dado o histórico das primárias mais recentes na Flórida, Massachusetts e até mesmo em Nova Iork.

O ano dos azarões

Na Flórida, o prefeito de Tallahassee Andrew Gillum chocou todos os analistas ao ganhar a primária para governador do estado. Ele estava em terceiro nas pesquisas, mas quando as urnas foram abertas ele disparou na frente e lá ficou.
Gillum agora vai tentar ser o primeiro governador negro da Flórida pelo Partido Democrata. Sua campanha custou um décimo das de seus concorrentes e suas propostas defendem mais educação pública, controle de armas (um tema bastante delicado na Flórida) e aumento do salário mínimo. Ele já tem o apoio do senador Bernie Sanders.

Em Massachusetts, outra surpresa: Ayanna Pressley desbancou o deputado federal Michael Capuano, um veterano de dez mandatos em Washington, e pode ser a primeira mulher negra a representar o estado na Câmara de Deputados.

Finalmente, a jovem Alexandria Ocasio-Cortez em Nova York, que também derrotou o veterano Joe Crowley para concorrer a uma vaga de deputada federal.

Crowley detinha o cargo há 19 anos, e há 14 não participava de uma primária por falta de concorrentes. Alexandria tem 28 anos, é filha de portorriquenhos e nunca concorreu a nenhum cargo político.

O que os três e Cynthia Nixon têm em comum é uma guinada à esquerda nas propostas políticas, o que é claramente uma reação ao governo Trump e um alinhamento com a ala mais radical do Partido Democrata.

Nenhum deles teve campanhas milionárias, optaram por fazer muito corpo a corpo e incentivar os filiados do partido a irem à urnas. Se deu certo para eles, é possível que a mesma estratégia funcione para Nixon.

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