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Mexicanos se organizam para ajudar caravana de migrantes de Honduras

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Caravana de migrantes: a chegada à cidade de Pijijiapan REUTERS/Ueslei Marcelino

No México, os migrantes hondurenhos continuam a progredir – de forma lenta, mas firme. Na quinta-feira (25), eles percorreram 40 quilômetros para chegar à cidade de Pijijapan, na costa pacífica do México. O percurso é desafiador, sobretudo para as crianças, mas a ajuda dos mexicanos tem sido de extrema importância para a caravana.


Do correspondente da RFI no México, Patrick John Buffe

Para os menores, o caminho é longo e angustiante. Nas perigosas rodovias do sul do México, eles caminham junto a seus pais, que levam os menores no colo. As duas filhas de Digna Vera, uma de 3 anos e outra de 6, viajam num carrinho de bebê. “Às vezes, coloco as duas juntas. Às vezes elas começam a chorar. Elas me dizem que não aguentam mais. ‘Vamos voltar, mamãe’”, conta a migrante.

As crianças devem caminhar sob um sol implacável que provoca uma rápida desidratação. As condições precárias são propícias para o surgimento de doenças. Além dos 1.500 menores de idade, há 16 mulheres grávidas, algumas quase chegando ao parto. Se esses migrantes decidiram impor todos esses riscos a seus próximos, é porque eles não aguentam mais a violência e a pobreza que assola Honduras.

Solidariedade mexicana

Nesse contexto, os mexicanos têm demonstrado grande solidariedade – a despeito da “invasão” de suas cidades e da ocupação improvisada do espaço público. A partir do momento em que as autoridades de Pijajapan tiveram conhecimento da chegada da caravana, eles organizaram tudo para ajudar os migrantes durante o tempo que eles passariam na cidade.

Na quinta-feira pela manhã, os funcionários municipais já estavam prontos para distribuir sanduíches, água e roupas. As organizações humanitárias, como a Cruz Vermelha ou Caritas, também se mobilizaram.

Denise Ortega, de um ano e meio, pôde ser examinada na cidade mexicana. “Ele sofre de uma infecção, está com febre. Vamos levá-la a um doutor para que ele proponha um tratamento eficaz”, disse Jésus Gomez, da Cruz Vermelha. A proximidade de um rio permitiu aos migrantes o acesso a um banho restaurador, antes que a caminhada continue rumo ao norte.