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Trump está de olho na reeleição, diz Figaro

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A bandeira americana em Washington. REUTERS/Jonathan Ernst

A imprensa francesa desta quarta-feira reage ao resultado das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. "Com um congresso dividido, Trump deve ter um fim de governo movimentado", diz o jornal Le Monde. Isso porque os democratas conseguiram o controle da Câmara de Representantes, enquanto os republicanos reforçaram o domínio do Senado.


O presidente norte-americano tem um objetivo fixo: a reeleição dentro de dois anos, seja qual for o resultado final do pleito de meio de mandato.

A intenção de se reeleger sempre foi clara, analisa Le Figaro. Tanto que ele estimulou os eleitores a votar “em Trump em 2018”. O que contribuiu para polarizar mais uma vez a América, desta vez entre os a favor e os contra o presidente. A disputa transcendeu a rivalidade entre democratas e republicanos.

Já em julho Trump falava em reeleição. “Tenho toda a intenção de me apresentar de novo”, disse a um jornalista britânico. “Parece que é o que todo mundo quer”, acrescentou.

Corrida milionária

A máquina da reeleição em 2020 funciona a todo vapor, desde fevereiro. Para alimentar o sonho, ele já arrecadou US$ 106 milhões até o momento. Para se ter uma ideia, no mesmo período, ou seja, no meio do primeiro mandato, Barack Obama tinha US$ 4 milhões. George W. Bush contava com U$ 3,2 milhões.

Enquanto os presidentes anteriores se preocupavam em manter uma distância entre ser candidato à reeleição e ser o presidente que administra a nação, Trump, observa Le Figaro, não tem a mínima preocupação em dissimular seus interesses ou de obedecer às regras tradicionais da política. A vitória ou a derrota nas eleições de meio de mandato não terá a mínima influência em sua decisão.

Enquanto isso, analisa o jornal conservador francês, os democratas ainda parecem longe de ter uma estratégia definida para lutar contra Trump, além de não terem ainda identificado um nome capaz de enfrentar o magnata.