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GM vai fechar fábricas e cortar 15% de seu pessoal

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Fábrica da GM em Oshawa, no Canadá, é uma das que devem ser fechadas. REUTERS/Carlos Osorio

A gigante americana do setor automotivo General Motors anunciou na segunda-feira que cortará 15% de sua força de trabalho como parte de uma grande reestruturação. O objetivo da primeira montadora dos Estados Unidos é economizar US$ 6 bilhões para se tornar mais competitiva.


O plano inclui o fechamento de três fábricas de montagem na América do Norte em 2019, além da interrupção de atividades em outras plantas de produção. Segundo a empresa, o objetivo é "priorizar investimentos futuros" para sua próxima geração de veículos elétricos.

O corte funcionários será gerado pelo fim da produção em quatro fábricas nos Estados Unidos, uma no Canadá e duas outras fora da América do Norte. A empresa não deu detalhes sobre o país dessas duas empresas.

O grupo não divulgou o número exato de cargos suprimidos. De acordo com dados de dezembro de 2017, 180 mil pessoas trabalharam na GM em todo o mundo.

"As medidas que nós tomamos hoje vão nos permitir continuar nossa transformação para nos tornarmos mais ágeis, resistentes e rentáveis”, declarou a presidente da empresa, Mary Barra, em um comunicado. “Temos consciência de que precisamos antecipar as mudanças do mercado e os gostos dos consumidores para que nossa empresa continue bem posicionada e tendo sucesso”, continuou.

O sindicato UAW, um dos principais do país, colocou a culpa instalação de atividades da montadora no exterior. “A decisão da GM de reduzir ou parar a produção em fábricas americanas e, ao mesmo tempo, aumentar a produção no México e na China para vender os carros aos consumidores americanos é algo profundamente prejudicial para os assalariados americanos”, declarou Terry Dittes, representante da entidade.

A Casa Branca ainda não se exprimiu sobre o assunto, mas já se espera uma declaração da parte de Donald Trump, que fez da preservação do emprego na indústria do país um de seus principais desafios de governo.

Já os mercados reagiram bem ao anúncio. As ações da GM subiram 6% durante o dia.