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Trump anuncia saída de seu assessor mais próximo, o secretário-geral da Casa Branca

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O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com o chefe de gabinete da Casa Branca, John Kelly, depois de um evento com repórteres no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, EUA. Em 10 de outubro de 2018 REUTERS/Jonathan Ernst

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que seu assessor mais próximo, John Kelly, atual secretário geral da Casa Branca, deixará seu cargo no fim do ano. A saída de Kelly constitui a partida mais importante desde que os Republicanos perderam o controle da Câmara dos Deputados durante as eleições de meio-mandato, ocorridas há um mês.


"John Kelly irá embora no fim do ano", disse Donald Trump à imprensa na Casa Branca no sábado (8). Ele acrescentou que o nome de seu sucessor será anunciado nos próximos dias.

O presidente dos Estados Unidos não deu uma explicação sobre a partida de Kelly, cuja lealdade ele elogiou no exercício de suas funções. O trabalho do secretário da Casa Branca é um dos mais vitais e difíceis - e também pode ser um dos mais ingratos - em qualquer governo.

Havia rumores de que Kelly, um general aposentado do Corpo de Fuzileiros Navais, deixaria o governo, em meio a relatos de que seu relacionamento com Trump havia se deteriorado.

Segundo foi informado, a notícia deveria ser divulgada na segunda-feira (10), mas o presidente fez o anúncio de forma improvisada, falando com os jornalistas no jardim da Casa Branca.

Desvio da atenção dos relatórios judiciais

Alguns democratas sugeriram, inclusive, que Trump fez este anúncio para desviar a atenção dos relatórios judiciais apresentados desde sexta-feira pelo procurador especial que investiga a interferência russa nas eleições de 2016.

Sua posição será preenchida por um chefe de gabinete interino até que um sucessor definitivo seja encontrado, disse o presidente.

"Ele está comigo há quase dois anos, entre duas posições", disse Trump. "Eu realmente aprecio seu trabalho".

Kelly atuou como secretário do Departamento de Segurança Interna quando foi convocado, em julho de 2017, para substituir Reince Priebus como chefe de gabinete da Casa Branca.

Ele chegou à Casa Branca apenas alguns meses depois que Trump demitiu o diretor do FBI e da nomeação do promotor especial Robert Mueller para liderar a investigação sobre suspeitas de conluio entre a equipe de campanha do magnata e Moscou.
   
"Deus me castigou"

O mandato de Kelly não foi fácil. Seus comentários sobre a guerra civil e a imigração provocaram a ira dos liberais.

A deputada democrata Maxine Waters tuitou na sexta-feira que Kelly fazia parte de "uma de uma longa lista de conselheiros fracassados e incompetentes de Trump que serviram em uma Casa Branca disfuncional".

Certa vez, Kelly sugeriu que ser indicado para o cargo era uma espécie de maldição, brincando dizendo "Deus me castigou, eu suponho".

Nick Ayers, secretário do vice-presidente Mike Pence, é considerado o favorito de Trump para substituir Kelly. Apesar de ser jovem, é conhecido por sua capacidade política - crucial para Trump, que está traçando um caminho para as eleições de 2020 - que Kelly não tinha.

(Com informações da AFP)