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Colômbia ELN Ataques Atentado Guerra Guerrilha

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ELN reivindica atentado na Colômbia e diz que ataque é “ato de guerra”

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As pessoas participam de uma manifestação contra a violência, após uma explosão de uma bomba, em Bogotá, Colômbia, em 20 de janeiro de 2019. REUTERS/Luisa Gonzalez

A guerrilha colombiana ELN (Exército de Libertação Nacional), a última ativa no país, reconheceu em um comunicado nesta segunda-feira (21), em seu site na internet, a autoria do ataque de quinta-feira (17) contra uma escola de polícia, que deixou 20 mortos e 68 feridos em Bogotá. Dezenas de milhares de pessoas manifestaram neste domingo (20) na capital e nas principais cidades da Colômbia contra o terrorismo.


Marie-Eve Detouef, correspondente em Bogotá

A guerrilha demorou quatro dias para reconhecer sua responsabilidade no atentado e justifica a ação em resposta a um ataque do exército colombiano a um de seus campos de treinamento, em 25 de dezembro. Segundo o texto, o governo de Ivan Duque não reconheceu o “gesto de paz” feito pelo ELN.

De acordo com o comunicado, a explosão dos carros-bomba é um “ato de guerra” e não de terrorismo, porque não deixou nenhuma vítima civil. No documento, os integrantes do ELN alegam“legítima defesa”. No texto, o ELN também pediram a retomada das negociações de paz com o governo colombiano.

Milhares de colombianos unidos contra o terrorismo

A praça Bolívar, no centro da Bogotá, foi palco de uma grande manifestação neste domingo contra o terrorismo. Sandra, entrevistada pela RFI, está na polícia há 22 anos. “É um momento de tristeza mas ao mesmo tempo nos sentimos acompanhados pelo povo colombiano, que nos demonstra um enorme respeito”, disse.

Já para a colombiana Luz Marina, participar da manifestação era essencial. “Estou aqui porque sou contra a violência, o ELN e as guerrilhas. Temos que apoiar o presidente Ivan Duque. Tem que ter pulso firme, porque terroristas, devemos tratar como terroristas”.

O protesto teve a participação de colombianos de diferentes vertentes políticas. Foi o caso de Navarro Wolff, candidato à prefeitura de Bogotá pelo partido Verde. “Reunimos políticas de todas as esferas, membros do governo e da oposição, com uma mensagem clara: ‘a vida é sagrada’: a vida dos líderes dos movimentos sociais, dos policiais e de todos os colombianos”, disse à RFI.

“Não queremos mais violência, essa mensagem vem das ruas e deve ser ouvida por aqueles que geram a violência neste país. Não existe nenhuma maneira de resolver os conflitos através da violência. Pelo contrário, a violência agrava os problemas”, declarou.

“Salvemos a paz"

Um grupo de jovens, simpatizantes da direita, também organizou uma manifestação pedindo a manutenção de negociações de paz com a ELN. “Estou aqui para pedir ao Estado que continue nesse caminho”, disse Juan Felipe.