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Guaidó denuncia intimidação e lança plano para salvar Venezuela

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Juan Guaidó durante apresentação do "Plano País" em Caracas REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, apresentou nesta quinta-feira (31) o “Plano País”, uma série de medidas para lutar contra a crise econômica e política que atinge os venezuelanos. O opositor também disse que sua família está sendo intimidada e que se sente ameaçado.


Com informações do correspondente da RFI em Caracas, Benjamin Delille

O plano foi anunciado durante uma apresentação na Universidade Central da Venezuela, em Caracas. Mas para quem estava esperando uma série de medidas concretas, Juan Guaidó se contentou em avançar apenas algumas linhas diretrizes que pretende implementar para relançar a economia venezuelana.

A prioridade, segundo ele, será facilitar a entrada de ajuda humanitária no país. Em seguida, no plano econômico, o presidente autoproclamado disse que pretende recuperar e reestruturar a empresa pública de petróleo, PDVSA.

O projeto visa relançar a produção de bruto, principal fonte de renda do país, que despencou nos últimos anos em razão da falta de investimentos. Guaidó também pretende diversificar a economia venezuelana.

O economista e deputado José Guerra, um dos gestores do plano de Guaidó, detalhou que, além de frear a hiperinflação e a impressão dinheiro sem apoio, será ditada uma nova política cambial e renegociarão a dívida externa, estimada em US$ 150 bilhões. Outro assessor econômico, José Toro Hardy, estimou que a Venezuela precisará em um primeiro momento de US$ 30 bilhões para se recuperar.

Família de Guaidó ameaçada

Do tablado onde anunciava o “Plano País”, Guaidó também respondeu ao que considera como uma intimidação por parte do governo. Segundo ele, homens identificados como membros das Forças de Ações Especiais (FAES) se aproximaram de sua casa, em duas motos e uma caminhonete sem placas, e perguntaram por sua esposa, Fabiana Rosales, e pela família. "Buscavam informações. O objetivo é evidente (...) A esses funcionários digo: não ultrapassem os limites", declarou o presidente autoproclamado, antes de avisar: "Não vão me amedrontar".

Os Estados Unidos, que reconheceram Guaidó como presidente interino, advertiram que haverá "sérias consequências" se o governo Maduro tomar medidas para "prejudicar" o opositor, presidente do Parlamento de maioria opositora."Claramente esta foi uma tentativa de intimidação a ele e à oposição", declarou o senador americano Marco Rubio. O secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, condenou "energicamente" o ato.