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Venezuela Estados Unidos Crise Nicolás Maduro Juan Guaidó

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Venezuela: EUA e Rússia propõem projeto de resolução no Conselho de Segurança da ONU

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O opositor Juan Guiadó não descartou uma intervenção dos EUA no país para expulsar Maduro REUTERS/Manaure Quintero

O projeto dos EUA foi apresentado neste sábado (9). O texto visa facilitar a entrada de ajuda humanitária internacional e a realização de novas eleições. Os russos defendem o diálogo nacional e criticam a interferência em questões internas na Venezuela.


O projeto de resolução americano apoia o Conselho da Assembleia Nacional Venezuelana, considerada como "a única instituição democraticamente eleita no país". Também exprime "a profunda preocupação diante da violência e do recurso excessivo à força pela polícia venezuelana contra manifestantes pacíficos e desarmados" e pede a instauração de um processo político que conduza a uma eleição presidencial livre, justa e crível.

O projeto de Washington ainda sugere que o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, utilize as prerrogativas do órgão para concretizar o processo eleitoral e facilitar o acesso da ajuda humanitária no país. Os americanos enviaram produtos para a cidade colombiana de Cucuta, na fronteira, mas o presidente Nicolás Maduro bloqueou a entrada dos pacotes no território venezuelano.

Rússia propõe texto alternativo

Ainda não há previsão para o voto da resolução, mas muitos diplomatas acreditam que a Rússia utilizará seu poder de veto para bloquear o texto. O país apoia o presidente Nicolás Maduro, que acusa os Estados Unidos de tentar dar um golpe de Estado na Venezuela.

Na última sexta-feira (8), Moscou propôs aos outros integrantes do Conselho de Segurança um texto alternativo, que mostra "preocupação às ameaças de recorrer à força contra a contra a integridade territorial e independência política da Venezuela", e que critica também "a tentação de intervir nas questões internas do país".

O projeto russo defende uma "regularização pacífica do conflito" e apoia todas as iniciativas baseadas no diálogo nacional. O texto tem poucas chances de ser aprovado, dizem diplomatas da ONU.

Na quinta-feira, o grupo de contato internacional, que reúne 13 países e organizações internacionais, reiterou o apelo para que sejam organizadas presidenciais livres, transparentes e críveis, excluindo o uso da força.

O opositor Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por cerca de 40 países, disse na última sexta-feira que está pronto para autorizar uma intervenção militar dos Estados Unidos para expulsar Maduro.