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Tartaruga gigante considerada extinta é descoberta em Galápagos

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As tartarugas gigantes de Galápagos já eram descritas pelo cientista britânico Charles Darwin no século 19. Flickr CC/ sly06

O local escolhido por Charles Darwin para realizar estudos sobre sua Teoria da Evolução continua guardando segredos para o planeta. A 1000 quilômetros da costa do Equador, o mítico arquipélago de Galápagos sempre foi uma fonte de surpresas. Após a identificação em 2015 de uma nova espécie de tartaruga gigante, é mais uma vez este animal, que dá nome ao arquipélago, que surpreende os cientistas. O ministro do Meio Ambiente do Equador confirmou a descoberta de um exemplar da tartaruga gigante de Galápagos, supostamente extinta há mais de um século.


Eric Samson, correspondente da RFI em Quito

Nesta segunda-feira (19), uma fêmea adulta desta espécie esquecida, de pouco menos de um metro de comprimento, foi descoberta na ilha de Fernandina, a terceira maior e mais a oeste do arquipélago de Galápagos, província do Equador no Oceano Pacífico.

Nas fotos, cientistas do Parque Nacional de Galápagos e da ONG Galapagos Conservancy não conseguem esconder sua alegria. Eles encontraram a única sobrevivente de Chelonoidis Phantasticus, a espécie de tartaruga gigante endêmica na Ilha Fernandina. Ninguém a tinha visto desde 1906 e até mesmo a União Internacional para a Conservação da Natureza havia jogado a toalha ao declarar esta espécie oficialmente extinta.

No entanto, alguns cientistas não perderam a esperança. Em 1964, uma expedição havia descoberto tartarugas em Fernandina sem saber a que espécie pertenciam. Alguns séculos atrás, piratas, corsários e pescadores haviam realmente levado tartarugas de ilha em ilha para possuírem reservas de carne fresca disponíveis.

Em um tuíte, o ministro do Meio Ambiente, Marcelo Mata, não hesitou em falar de "novidade mundial". As autoridades não especificaram o que fariam com a tartaruga, que deve ganhar um nome próprio. É provável que ela seja colocada em um local completamente dedicado a ela, assim como o lendário "Jorge, o Solitário", último sobrevivente de sua espécie, que morreu de velhice em 2012.