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Chavismo encurrala Guaidó enquanto país tenta superar apagão

Enquanto a população busca alternativas para as consequências do apagão, a rixa política entre governo e oposição continua forte. Na tarde desta segunda-feira (1), enquanto a população protestava contra a falta de energia e de água, o Tribunal Supremo de Justiça deu início à possibilidade de o líder opositor Juan Guaidó ser preso.

Elianah Jorge, correspondente da RFI na Venezuela

O presidente do TSJ, Maikel Moreno, deu ordens para a Assembleia Constituinte tirar a imunidade parlamentar de Juan Guaidó. É alta a probabilidade de que o parlamento chavista aprove o pedido.

Caso isso aconteça, o opositor pode ser preso a qualquer momento.

De acordo com Moreno, Guaidó violou a determinação do Tribunal que o impedia de sair da Venezuela. Em fevereiro deste ano, Guaidó visitou vários países, entre eles o Brasil. Ao voltar, o opositor entrou pelo principal aeroporto da Venezuela, sem ser impedido pelas autoridades. 

Analistas afirmam que seria inconstitucional a Assembleia Constituinte tirar a imunidade parlamentar de Guaidó. Apenas a Assembleia Nacional, que é de oposição, teria capacidade para isso.

Pressão contínua

Há pouco dias, a Controladoria Geral da Venezuela inabilitou Guaidó por um período de 15 anos, o máximo permitido por lei.

Aos poucos o governo de Nicolás Maduro fecha o cerco em torno de Guaidó, ignorando que mais de 50 países, entre eles os Estados Unidos, apoiam o opositor.

Guaidó afirmou que a Assembleia Chavista não tem poder para retirar sua imunidade parlamentar.   

Maduro faz mudanças

O presidente Nicolás Maduro anunciou a destituição de Luis Motta Dominguez, também conhecido como o ministro dos apagões. Ele comandava o Ministério da Energia desde 2015 e foi substituído por Igor Gavidia. O novo ministro também ocupa o cargo de presidente da Corpoelec, a estatal fornecedora de energia elétrica.

Segundo Maduro, Gavidia vai desenvolver e fortalecer a recuperação e blindagem do serviço elétrico no país.

O novo ministro é velho conhecido dentro do chavismo. Em 2010, quando foi presidente da Edelca, a estatal Eletrificação do Caroni, Gavidia através de documento pediu uma missa em clamor a Deus pelo setor elétrico nacional, que já estava em crise naquela época.

Não há informações sobre como Gavidia irá superar as supostas sabotagens e ataques ao sistema elétrico venezuelano.

A outra nomeação foi a de Freddy Brito para o ministério de Ciência e Tecnologia. Semanas atrás, Maduro pediu que seus ministros colocassem seus cargos à disposição. As outras pastas ainda continuam sem ministros.

Plano de racionamento

Nesta segunda-feira (01), faltou luz em diversos momentos e bairros da capital. Situação parecida aconteceu nos demais estados da Venezuela. Em outros, a completa falta de energia elétrica persiste.

O caso mais grave acontece em Zulia, o estado que mais produz petróleo no país. Os zulianos estão há mais de 160 horas sem energia elétrica. Não há informações oficiais sobre quando o fornecimento elétrico será reestabelecido por lá. No entanto, após o anúncio do racionamento feito pelo presidente Maduro, as autoridades do governo não deram maiores informações.

A população não tem detalhes sobre o racionamento, apenas que os cortes de energia continuarão vigentes por mais tempo que o esperado.

Maduro informou que as aulas serão retomadas nesta quarta-feira (3) e que o horário de trabalho em locais públicos e privados vai até as duas da tarde. 

Efeitos dos apagões

A mais grave consequência é a falta de água em todo o país. Por causa da falta de energia elétrica, a água não consegue chegar às caixas de água. Isso tem deixado todos bastante angustiados e nervosos.

Pelo menos em Caracas é constante a movimentação de caminhões-pipa.

Também tem sido comum ver pessoas carregando recipientes para transportar água. Na capital existem diversas nascentes. No entanto, o desespero tem levado as pessoas a recolher água do rio mais poluído da capital.

Especialistas alertam para o risco de doenças causadas pela água contaminada, sobretudo em um país onde faltam remédios e insumos para tratamentos básicos.

Outra reposta são os protestos espontâneos que acontecem em boa parte da Venezuela. Saques também têm sido registrados.

A extração de petróleo foi interrompida. Já a Fedeagro, a Federação dos Produtores Agropecuários, denuncia perdas milionárias, sobretudo na produção de leite.

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