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Chanceler venezuelano visita Síria e acusa EUA de provocarem guerra em seu país

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Chanceler venezuelano teme que conflitos em seu país (foto) alcancem a violência registrada na Síria. REUTERS/Andres Martinez Casares

O ministro venezuelano das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, se encontrou com o presidente sírio Bachar al-Assad nessa quinta-feira (4) em Damasco. O chanceler latino-americano diz temer que seu país viva um conflito parecido com o da Síria e acusou os Estados Unidos de alimentarem um clima de guerra.


“Quando o presidente Assad nos explicou as etapas que marcaram os primeiros dias de conflito na Síria, os pontos em comum com o que vivemos na Venezuela repentinamente se tornaram evidentes”, declarou Arreaza durante uma entrevista coletiva ao lado do chanceler sírio, Walid al-Mouallem. “Nós dissemos ao presidente Assad que essa experiência (da guerra) na Síria nos ajuda e nos dá ideias e orientações sobre a maneira de enfrentarmos essa situação”, completou.

Mas o chefe da diplomacia venezuelana descartou a opção de um confronto militar. “Nós devemos evitar a guerra com a ajuda de nossos amigos”, disse.

Ainda comparando com a situação síria, Arreaza também acusou os Estados Unidos de tentar provocar uma guerra na Venezuela. “É o mesmo inimigo, como os mesmos interesses”, declarou, em alusão ao governo norte-americano.

Caracas conta com a ajuda da Rússia

Enquanto o chanceler venezuelano diz se apoiar em seus amigos, no mesmo dia o ministro venezuelano do Planejamento, Ricardo Menéndez, exprimiu seu desejo de reforçar a cooperação militar com Moscou. De passagem pela capital russa, onde participa do fórum Rússia-Venezuela, ele disse que espera a chegada de novas missões militares russas. "Tínhamos uma cooperação militar, temos e continuaremos reforçando", disse o ministro.

Em março, dois aviões russos com 99 militares e 35 toneladas de material desembarcaram em Caracas. O vice-ministro venezuelano das Relações Exteriores, Yvan Gil, afirmou que outras missões militares vindas de Moscou estão previstas no país latino-americano. "Novas missões militares vão chegar no âmbito dos acordos já assinados", afirmou Gil.