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Dia do Trabalho de tensão na Venezuela com manifestações pró e contra Maduro

Por RFI

Após uma terça-feira (30) de caos e protestos na capital Caracas e em diversos estados, tanto chavistas como opositores foram convocados para voltar nesta quarta-feira (1°) às ruas da Venezuela. De acordo com o autoproclamado presidente interino Juan Guaidó esta é a fase final da “Operação Liberdade”, para tirar o presidente Nicolás Maduro do poder. Já para o governo, que declarou a derrota da revolta militar, o primeiro de maio servirá para o povo mostrar sua fidelidade à continuação do modelo instituído pelo ex-presidente Hugo Chávez (1999-2013).

Por Elianah Jorge, correspondente da RFI Brasil na Venezuela

O balanço dos confrontos de terça-feira é de um morto, 70 feridos e 25 detidos, de acordo com a Organização Não Governamental Fórum Penal. A vítima fatal é um jovem que foi baleado em manifestações no interior do país. Segundo o presidente Nicolás Maduro, cinco militares ficaram feridos em Caracas, um deles está em estado grave após levar um tiro no pescoço.

Em termos de mudança no quadro político, para os opositores houve mais frustração que progressos. Eles esperavam um rápido desfecho da situação. Os antichavistas acreditaram que havia um forte apoio dos militares a Guaidó, ao ver a imagem de soldados com o líder opositor Leopoldo López na base aérea de La Carlota, em Caracas. Após algumas horas, a situação mudou.

“Golpe de Estado”

Centenas de militares pró-governo reprimiram os manifestantes. Para os chavistas, gerou alívio contar com o apoio popular nas proximidades do Palácio Presidencial do Miraflores, localizado no centro da capital.

Maduro garantiu que venceu o “golpe de Estado”, como ele classifica o levante. No âmbito internacional, a pressão ao presidente continuou por parte dos países do Grupo de Lima, entre eles o Brasil, e dos Estados Unidos. Porém a Turquia, um dos aliados de peso do chavismo, respaldou o governo de Maduro.

Próximos passos

O presidente venezuelano falou ao país na noite de ontem, 15 horas após o início do movimento na base aérea. Ele pediu ao judiciário uma avaliação da situação e a prisão aos envolvidos na ação.

O chavismo manteve os protestos desta quarta-feira, anteriormente agendado para celebrar o Dia do Trabalho. Mas agora repaginado contra a ação opositora e em defesa do governo de Maduro.

Juan Guaidó, em mensagem divulgada nas redes sociais, também manteve as manifestações de hoje. Segundo ele, esta é a etapa final da “Operação Liberdade” para tirar Maduro do poder. Aliados do governo e da oposição parecem estar dispostos a lutar para defender seus interesses.

Caso não ganhe o apoio dos militares para derrubar Maduro, Juan Guaidó pode ser preso. No entanto, seria a deixa para a entrada em ação dos Estados Unidos, que já enviaram advertências ao chavismo caso algo aconteça com o líder opositor.

Movimentação militar

O fato de Juan Guaidó e Leopoldo López apareceram com militares em uma base aérea evidencia uma astuciosa movimentação nas casernas. A precariedade do país afeta, sobretudo, os militares de baixa patente. Porém, a força repressora dos corpos de segurança do Estado mostra que o madurismo ainda conta com o apoio militar.

Ontem à tarde, enquanto o paradeiro de Maduro era desconhecido, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, falou ao país. A mensagem foi retransmitida diversas vezes pelos canais estatais.

Diosdado Cabello, o presidente da assembleia chavista e um dos militares que ajudou o ex-presidente Hugo Chávez a dar o golpe de Estado de 1992, foi ao palanque motivar seguidores reunidos na frente da sede da presidência.

A Embaixada do Brasil em Caracas recebeu ontem 25 militares pedindo asilo. A presença de Leopoldo López nas ruas levou Maduro a mudar a chefia do Serviço de Inteligência Bolivariana, o Sebin.

Até o momento, o alicerce do chavismo, o setor militar, continua de pé.

Leopoldo López solto

O líder da oposição, que chegou a ficar alguns anos em uma cadeia militar localizada perto de Caracas, estava em prisão domiciliar após ser sentenciado a mais de 13 anos de prisão por convocar os protestos de 2014 pedindo a saída de Nicolás Maduro. Leopoldo López reapareceu nas ruas de Caracas nesta terça-feira e com o apoio militar. De acordo com algumas fontes, ele cortou a tornozeleira eletrônica que usava.

López contou que recebeu o apoio dos guardas que o vigiavam para poder ir até a base militar de La Carlota, de onde, junto com Guaidó, começou o levante contra o governo de Maduro.

Porém, se antecipando a uma possível nova prisão, o líder da oposição, sua esposa Lilian Tintori e uma das filhas do casal, buscaram refúgio na embaixada da Espanha em Caracas.

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