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Governo peruano limita acesso de turistas a Machu Picchu

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A partir desta quarta-feira (15), o governo limitará a três horas de acesso diário dos turistas ao Templo do Sol, ao Templo do Condor e à Pirâmide de Intiwatana, em Machu Picchu. Pixabay / CC / skeeze

 “Muito turismo mata o turismo”, diz um velho ditado francês. Esta é mais ou menos a ideia por trás da decisão das autoridades peruanas de limitar o acesso de turistas a certas partes do famoso monumento inca de Machu Picchu, patrimônio mundial da humanidade desde 1983.


Eric Samson, correspondente da RFI no Peru

A índia equatoriana Katicnina Tituaña sempre sonhou em visitar essa joia do turismo peruano. Ela não pode imaginar sua viagem a Cusco sem visitar Machu Picchu. "É verdade que as igrejas e os templos de Cusco são soberbos, mas o local mais emblemático continua sendo Machu Picchu", afirma.

Eles são em média 4.000 turistas que se encontram todos os dias no topo da "velha montanha", ou “Machu Picchu” no idioma quéchua. O número de visitantes pode subir para 6.000 nos dias mais cheios. Isso é suficiente para desgastar a área de pedras deste local, que faz parte das sete novas Maravilhas do Mundo desde 2007.

A partir desta quarta-feira (15), o governo limitará a três horas o acesso diário dos turistas ao Templo do Sol, ao Templo do Condor e à Pirâmide de Intiwatana. Uma decisão que Katicnina Tituaña não sabe direito como avaliar: "É contraditório, mas na verdade eu concordo. Acredito que Machu Picchu deva ser protegido e que é preciso apreciar seu valor", diz Katicnina Tituaña, hesitante.

"Claramente muitos turistas juntos não são bons para um lugar icônico como este", continua ela. “Se você me der uma boa razão, acho que eu entenderia, mas ir a Cusco sem visitar Machu Picchu faz a viagem perder seu charme", reflete.

Bondinho e túneis

O experimento piloto sobre a limitação do número de turistas em Machu Picchu terminará em 28 de maio e seus resultados serão analisados antes da adoção de medidas definitivas em 1º de junho sobre a visitação do local.

O governo peruano também considera a construção de um teleférico e de túneis para melhor regular o movimento dos turistas e impedir que o local seja colocado na lista de monumentos em extinção, como a Unesco quase fez há alguns anos.