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EUA: manifestações pelo direito ao aborto acontecem em todo o país

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Manifestante pelo Direito ao Aborto, no estado do Alabama, em 14 de maio de 2019. ©REUTERS/Chris Aluka Berry

"Muito preocupados", mas determinados a "lutar", os norte-americanos se manifestaram nesta terça-feira (21) para defender o direito ao aborto, que, 46 anos depois de ter sido validado pela Suprema Corte dos Estados Unidos, é novamente atacado por vários estados conservadores.


Centenas de pessoas se reuniram na Suprema Corte em Washington ao meio-dia para denunciar as leis de 15 estados, incluindo Alabama e Geórgia, proibindo ou restringindo severamente o acesso a abortos voluntários, conhecidos como IVG.

Denunciando "uma guerra contra as mulheres", os manifestantes - incluindo muitos candidatos democratas na Casa Branca - imploraram aos nove juízes do templo da justiça norte-americana que não cedam a essa ofensiva conservadora sem precedentes.

"A Suprema Corte deve respeitar Roe v. Wade", disse Judy Gelber, 61, referindo-se à decisão marco de 1973 que legalizou o direito das mulheres de abortar quando o feto não é viável (por volta da 24ª semana). "Estou muito preocupada", disse uma manifestante, mãe de duas crianças, dizendo que havia abortado em sua juventude. "Eu não sei como eu teria feito se não fosse legal", resumiu.

Efeito Trump

É um "desastre", acrescentou Robin Pereira, 23, que se disse "furiosa e desapontada", mas "não surpresa". "Após a eleição de Donald Trump, sabíamos que eles iriam tentar acabar com nossa liberdade na área de reprodução", diz ela.

Durante sua campanha, o bilionário republicano conquistou a direita religiosa, prometendo nomear para a Suprema Corte apenas juízes hostis aos abortos. Desde a sua eleição, ele trouxe dois magistrados para o Supremo Tribunal, que colocou os progressistas em minoria (quatro dos nove juízes).

Galvanizados por essa remodelação, vários estados aprovaram leis severamente reprimindo o aborto, com o propósito declarado de fornecer uma oportunidade para a Suprema Corte reverter sua decisão, de 1973.

(Com informações da AFP)