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Harvey Weinstein Abuso sexual Justiça Estados Unidos

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Harvey Weinstein fecha acordos de US$ 44 milhões com vítimas de abusos sexuais

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O ex-produtor americano Harvey Weinstein, em foto de arquivo. REUTERS/Carlo Allegri/File Photo

O jornal americano The Wall Street Journal revelou na quinta-feira (23) que o ex-produtor de Hollywood Harvey Weinstein fechou acordos de US$ 44 milhões com vítimas de assédio e abusos sexuais e credores. Os compromissos, que ainda não teriam sido assinados, têm o objetivo de interromper as ações na Justiça contra o ex-magnata do cinema, nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido. 


Segundo o jornal, os acordos também envolveriam as ações promovidas pelo então procurador-geral de Nova York, Eric Schneiderman, para garantir a indenização das vítimas. O valor acertado será pago por companhias de seguro, incluindo empresas que atendem a The Weinstein Company, fundada pelo ex-produtor, catalizador do movimento #MeToo. 

O recurso não exclui o julgamento que Weinstein, de 67 anos, enfrentará por agressão sexual em setembro. Ele é acusado por duas mulheres - uma delas de estupro, em 2013, e por outra de felação forçada, em 2006 - e corre o risco de ser condenado à prisão perpétua.

Fim da carreira

O americano, que era um dos produtores mais poderosos de Hollywood, viu sua carreira implodir em 2017, quando foi alvo de uma enxurrada de denúncias de abusos e assédio sexual. Entre as mais de 80 mulheres que o acusam estão as atrizes Ashley Judd, Angelina Jolie, Salma Hayek, Gwyneth Paltrow e Asia Argento. 

O ex-magnata foi afastado da Weinstein Company e banido de várias associações, como a Academia de Cinema dos Estados Unidos. Sempre alegando inocência, ele se entregou em 2018 às autoridades em Nova York, no âmbito de uma investigação judicial. Depois de pagar uma fiança de US$ 1 milhão, deixou a prisão com tornozeleira eletrônica e aguarda o início de seu julgamento em liberdade.