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Advogada do Consulado em Los Angeles analisa situação de brasileiros sem documentos nos EUA

Por RFI

Acabar com a imigração ilegal nos Estados Unidos foi uma das principais bandeiras de campanha de Donald Trump. Agora, completando dois anos e meio de governo, o balanço é de que a situação vem se afunilando a cada dia. Os brasileiros que moram no país e estão sem documentos vivem com a apreensão de ter que voltar a qualquer momento e da possibilidade de serem presos. As ameaças de batidas da polícia de imigração (ICE) feitas na semana passada pelo presidente, deixaram os indocumentados com ainda mais com medo e a deportação tem sido a realidade em muitos casos.

Cleide Klock, correspondente da RFI em Los Angeles

A advogada do Consulado Brasileiro em Los Angeles e também da comunidade brasileira na costa oeste americana, Gisele Ambrosio aceitou o convite da RFI para fazer uma análise sobre a situação dos brasileiros que estão sem visto de permanência no país, as últimas ameaças do presidente, os casos de deportação, como tem sido a entrada no país com a revista das redes sociais, a demora nos pedidos de greencard, os brasileiros que atravessam a pé a fronteira e o deserto do México e os perigos envolvidos de estar no país sem documentação.

"A situação dos brasileiros nos Estados Unidos mudou, as pessoas têm sentido muito mais medo e apreensão, mas dentro do possível a gente tenta acalmar e fazer eventos explicativos para a comunidade, para que entendam a lei e saibam que nem sempre o que é dito vai afetar a comunidade em si", explica Gisele.

Na semana passada, Trump divulgou que no domingo (23) começaria em várias cidades americanas, inclusive as chamadas "santuário", uma batida em massa do ICE para prender e deportar imigrantes indocumentados. Um dia antes a ação foi cancelada.

"Está dentro do que ele sempre fala, a gente já conhece essa ação dura em relação à imigração como uma marca registrada do governo Trump. Mas, não sabemos o que esperar dessa ação (que pode ainda acontecer caso não haja negociação com os democratas). Soubemos que ele precisa ter mão de obra, policiais para fazer esse trabalho. Soubemos que são 11 milhões de indocumentados, mas ele diz que vai focar em quem tem ordem de deportação prévia ou que cometeram algum crime".

Rigidez

Gisele revela também que os casos divulgados nos últimos dias na imprensa brasileira de pessoas deportadas "não são casos isolados e são cada vez mais frequentes, principalmente para quem cometeu algum crime" e destaca que a rigidez em conseguir visto tem sido uma realidade.

"Os oficiais de imigração estão bem mais rígidos quanto a conceder os vistos e tem tido mais rigidez também na entrada no país (mesmo se a pessoa tem visto). Existe o fato de a imigração estar olhando os celulares, e-mails e as mídias sociais para ver o que a pessoa falou lá e se houve violação de status, alguma intenção pré-concebida. Agora inclusive, como já foi divulgado, eles vão estar olhando as mídias sociais para o pedido de visto americano e cada vez mais a pessoa precisa estar cuidando do que ela posta sobre a vida dela. Eles têm o direito de fazer isso em nome da segurança pública do país"

Já para quem espera em solo americano o Greencard e a cidadania, também precisa de mais paciência, todos os processos estão demorando mais.

"Até a cidadania que antes demorava menos de seis meses, agora leva de nove meses a um ano. Greencard através de casamento, que é muito comum, tem demorado bem mais também. E não só falta a mão de obra, mas sentimos que há uma demora mais intencional da parte deles até para que as pessoas desistam e não prossigam com seus casos", conta a advogada.

"Coiotes"

Gisele Ambrosia destaca o perigo de as pessoas contratarem os chamados coiotes, que oferecem travessia pelo deserto mexicano e entrada ilegal no país.

"Tivemos notícias de coiotes que vão até o Brasil (para tentar vender esse serviço de travessia). É algo muito preocupante porque nós sabemos como é arriscada essa travessia e não aconselhamos ninguém a fazer. O perigo é imenso. A travessia em si é perigosa, as pessoas correm o risco de serem raptadas, sofrerem algum tipo de violência física e até mesmo morte".

O Consulado Brasileiro de Los Angeles oferece uma vez por mês atendimento jurídico gratuito, em junho será nesta sexta-feira, dia 28. Quem precisar de atendimento pode entrar em contato também pelo e-mail.sab.losangeles@tamaraty.gov.br

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