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Furacão Bahamas Dorian

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Vídeo de ministro das Bahamas mostra sua casa ilhada pelas inundações do furacão Dorian

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Ventos fortes atingem a avenida Oceanhill Boulevard, em Freeport, na ilha Grande Bahama. Lou Carroll via REUTERS

Imagine você estar dentro de casa vendo uma água barrenta subir até a metade das suas janelas? Um volume de água tão grande, como se a sua casa tivesse se transformado num barco navegando em meio a um mar revolto, com ondas de 3 a 6 metros de altura? Esta cena foi filmada pelo ministro da Agricultura das Bahamas, Michael Pintard, isolado com a família durante a passagem do furacão Dorian pela ilha Grande Bahama.


Durante toda a madrugada de segunda para terça-feira (3), moradores das Bahamas filmaram a passagem do furacão Dorian. O ciclone foi rebaixado da categoria 5 (máxima) para 2, nesta terça-feira, e deixa um rastro de inundações e destruição. O primeiro-ministro, Hubert Minnis, evocou uma "tragédia histórica". Até o momento, Dorian matou cinco pessoas no arquipélago. As autoridades anunciaram o início das operações de resgate, se os bombeiros encontrarem condições favoráveis.

Desde o início do fenômeno meteorológico, especialistas observaram que Dorian se movia lentamente. Nesta terça-feira, o ciclone permanece praticamente parado na ilha Grande Bahama. Nas redes sociais, moradores postam imagens de ondas batendo contra o telhado das casas.

Dorian segue, agora, em direção aos Estados Unidos, onde a iminência de sua chegada provocou evacuações em massa na costa leste do país. O furacão continua muito perigoso, com ventos de 205 km/h. Dorian deve se aproximar da costa leste da Flórida entre a noite de terça-feira e a manhã de quarta-feira, antes de seguir rumo à Geórgia e à Carolina do Sul, segundo o Centro Nacional de Furacões, instalado em Miami (NHC).

ONU pede mobilização internacional

Ao menos 61.000 pessoas afetadas pelo furacão Dorian nas Bahamas precisam de ajuda alimentar, informou a ONU. A organização espera autorização do governo para fazer uma avaliação no local. "Em termos de coordenação, a Agência Caribenha de Gestão de Emergências e Desastres (CDEMA) comanda a resposta humanitária", declarou o porta-voz do Escritório para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) da ONU, Jens Laerke, em Genebra.

O porta-voz do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Herve Verhoosel, afirmou que a agência da ONU calcula que 14.000 pessoas precisam de ajuda alimentar na ilha Ábaco e 47.000 na ilha Grande Bahama. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que está preparada para enviar brigadas médicas de urgência.