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Equador Protestos Petróleo Manifestação

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Força de protestos obriga presidente do Equador a transferir sede do governo

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O presidente do Equador, Lenín Moreno, começou a governar de Guayaquil depois de sair de Quito na segunda-feira, pressionado pelos protestos indígenas que ele vinculou a um plano apoiado pela Venezuela para tentar derrubá-lo. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

A produção de petróleo do Equador caiu 12% depois que manifestantes ocuparam três poços de petróleo, na segunda-feira (7). Os sindicatos do país planejam um grande protesto para esta quarta-feira (9). O país é sacudido por fortes manifestações que obrigaram o presidente Lenín Moreno a transferir a sede do governo da capital Quito para a cidade portuária de Guaiquil.


As manifestações são contra o fim dos subsídios decretado por Moreno, com base em um acordo firmado com o Fundo Monetário Internacional e que elevou os preços dos combustíveis em até 123%.

As atividades nos três poços de petróleo na Amazônia "foram suspensas devido à ocupação das instalações por grupos de pessoas fora das operações". Estes poços representam 12% da produção do país sul-americano, o que equivale a cerca de 63.250 barris por dia, anunciou o Ministério da Energia do Equador.

Um desses poços bloqueados é operado por uma empresa privada equatoriana, a Petrobell, e os outros dois pelo estado Petroamazonas. O Equador, que anunciou na semana passada sua retirada da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), extraiu cerca de 531.000 barris por dia de petróleo bruto entre janeiro e julho deste ano.

Vandalismo

A Assembleia Nacional equatoriana denunciou atos de vandalismo e uma tentativa de ocupação da sede do Parlamento. O chefe de Estado reagiu à agitação acusando o presidente venezuelano Nicolas Maduro e o seu próprio antecessor, Rafael Correa, de promoverem um "plano de desestabilização" do Equador.

Segundo Moreno, o que tem acontecido nos últimos dias no Equador “não é não é uma manifestação social de descontentamento frente a uma decisão do governo”. “Os saques, o vandalismo e a violência demonstram que há uma intenção política organizada para desestabilizar o governo e romper a ordem constituída, romper a ordem democrática”, declarou o presidente equatoriano à TV estatal. 

Centenas de camponeses indígenas e equatorianos se dirigiam nesta segunda-feira a Quito para participar dos protestos. Alguns marcham armados com paus e rosto mascarado. Esses manifestantes das regiões andinas do sul começaram a se dirigir à capital no domingo (6), onde um grande evento está marcado para esta quarta-feira ao lado dos sindicatos .

Segundo líderes indígenas, outros grupos de nativos estavam se deslocando do norte para a capital.