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Ibas deve defender soberania da Síria

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Dilma Rousseff é recebida pelo presidente sul-africano, Jacob Zuma, em Pretória. REUTERS/Siphiwe Sibeko

A tensão política na Síria e a crise econômica mundial estão no centro da 5ª Cúpula do Ibas, o grupo formado por Índia, Brasil e África do Sul, que acontece hoje em Pretória. A presidente Dilma Rousseff, o premiê indiano Manmohan Singh e o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, tentam fortalecer o grupo no cenário político internacional. Na declaração final do encontro, deve constar uma menção defendendo a soberania da Síria na resolução dos problemas internos do país, apesar de condenar a violação dos direitos humanos no país árabe.


Ontem, mais 44 pessoas morreram pela repressão do regime contra os protestos na Síria. Entre os mortos estão 11 militares executados por desertar do Exército. A matança fez com que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, telefonasse para o presidente Bachar al-Assad para incitar o dirigente sírio a colocar um fim nas mortes de civis.

Apesar das conversas sobre a diplomacia internacional, o governo sul-africano foca o encontro do Ibas nas relações comerciais entre os três países. “Os objetivos da cúpula são os de promover a cooperação sul-sul e as oportunidades comerciais e de investimento entre os três países”, divulgou Pretória.

O ministro sul-africano do Comércio, Rob Davies, comemorou o volume de transações comerciais entre os países. “Nós esperávamos realizar 15 bilhões de dólares em comércio intra-Ibas ao final de 2010, mas conseguimos atingir esta meta em 2009, no meio da crise financeira mundial”, disse. A nova meta, explicou, é de 25 bilhões de dólares até 2015.

Ao contrário do Brics, o Ibas é uma associação formal entre Brasil, África do Sul e Índia, que existe desde 2003. Os governantes do grupo devem ainda tratar sobre dois projetos comuns, o de um fundo internacional para a luta contra a pobreza e o lançamento de um satélite de observação das mudanças climáticas, estimado em 1 bilhão de dólares.

Em 2009, em Copenhague, o Ibas formou uma frente para exigir a redução de emissões de gazes de efeito estufa e pedir ajuda para os países em desenvolvimento lidarem com os efeitos das mudanças climáticas. A próxima rodada de negociações climáticas acontece em Durban, na África do Sul.

Dilma viaja ainda hoje para Maputo, em Moçambique, e encerra a turnê africana em Angola.