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Arquitetura França Homenagem Morte Oscar Niemeyer

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França homenageia a genialidade de Oscar Niemeyer

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A presidente Dilma Rousseff, então candidata à presidência, beija o arquiteto Oscar Niemeyer durante encontro com artistas e intelectuais no Rio de Janeiro em outubro de 2010. REUTERS/Bruno Domingos/Files

A morte de Oscar Niemeyer foi noticiada quando já era madrugada aqui na França, mas os sites de todos os jornais, as TVs e rádios francesas dão destaque nesta quinta-feira para o desaparecimento do arquiteto brasileiro, demonstrando seu prestígio internacional. E a imprensa francesa não economiza adjetivos para falar da vida e obra de Niemeyer que se exilou na França, nos anos 60, durante a ditadura militar.


Oscar Niemeyer será lembrado como um dos monstros sagrados da arquitetura do século 20. Poeta do concreto, apóstolo lírico das linhas fluidas, mestre das curvas. Assim a agência francesa AFP se refere ao brasileiro que deslumbrou e fez uma geração inteira de arquitetos sonhar. Especialistas ouvidos pela agência afirmam que sua arquitetura tem um lado heróico e generoso.

Ouça trecho de entrevista exclusiva de Niemeyer à RFI em 2008 06/12/2012 Ouvir

Morreu, aos 104 anos, o arquiteto da sensualidade, escreve Le Monde. O jornal lembra ainda que o brasileiro, que revolucionou a arquitetura, foi um comunista convicto, admirador das curvas femininas. Um mito desapareceu, diz Le Figaro. O Rio de Janeiro está de luto, destaca Libération.

Obras na França

Niemeyer tem seu nome gravado ao lado de grandes figuras da arquitetura como Mies van der Rohe, Le Corbusier e Frank Lloyd Wright. A imprensa francesa lembra que Niemeyer foi o pai da arquitetura moderna brasileira e ressalta suas principais obras, como a capital Brasília e a sede da ONU em Nova York.

Ouça a reação da arquiteta francesa Celina Sachs 06/12/2012 Ouvir

Na França, em seu escritório na avenida dos Champs Elysées, ele projetou obras que marcaram a arquitetura francesa. As principais são a sede do partido comunista francês, em Paris, o centro cultural do Vulcão, no Havre, a sede do jornal comunista L’Humanité em Saint-Denis e a Bolsa do Trabalho em Bobigny, na periferia parisiense.

Clique aqui para ouvir a versão integral da entrevista exclusiva concedida por Oscar Niemeyer à jornalista Lúcia Fróes em 2008.

Clique na foto abaixo para ver imagens de obras projetadas pelo arquiteto.