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Brics lançam conselho empresarial para facilitar investimentos

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Os cinco chefes de estado do Brics reunidos em Durban REUTERS/Rogan Ward

Em um café da manhã nesta quarta-feira em Durban, os líderes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul lançaram o Conselho Empresarial do Brics. A presidente Dilma Rousseff fez um breve discurso e afirmou que o conselho complementa os esforços da integração estratégica dos emergentes "com uma visão generosa para a Africa


Segundo Dilma, o estreitamento dos laços políticos, econômicos e comerciais do Brics "vai definir os rumos da história." O Brasil será representado no Conselho por Murilo Ferreira, diretor-presidente da Vale, Harry Schmelzer Jr., da Weg (carrosserias), José Rubens de la Rosa, da Marco Polo, Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do Conselho de Administração do grupo Gerdau, e Aldemir Bendine, presidente do Banco do Brasil.

Dilma lembrou que no ano passado, pela primeira vez, os países em desenvolvimento atraíram mais investimentos que os paises avançados, US$ 263 bilhões no total, e o Brasil captou cerca de 20% de investimentos externos diretos (US$ 65 bilhões), ficando em quarto lugar no ranking mundial.

Os países do Brics resistiram bem à crise global e acumulam US$ 4,5 trilhões de reservas, destacou a presidente. Das 500 maiores empresas do mundo, 36 são de países emergentes, o que demonstra a importância do aprofundamento dos laços políticos e comerciais do grupo.

Dilma declarou que o Brasil precisa renovar e desenvolver sua infraestrutura. Ela fez uma reflexão que o país está próximo de superar a miséria, e a integração de novos consumidores amplia as necessidades de infraestrutura. «Além de ser uma questao ética, é uma questao econômica pois amplia nossos mercados internos », disse.

Pelos cálculos do governo, são necessários US$ 250 bilhões de dólares de investimentos diretos nos próximos dez anos. A presidente comentou as necessidades na área de energia, que vai exigir recursos públicos e privados, nacionais e internacionais nos projetos de infraestrutura. Os outros países do Brics estao sendo convidados a aumentar suas participações nesses projetos.

O empresário Rubens de la Rosa, CEO da Marco Polo e integrante do novo Conselho de Empresários do Brics, apontou pontos que atravancam a ação das empresas nos países do grupo. "Uma de nossas prioridades é criar tratamentos equânimes entre os emergentes, facilitar os trâmites trabalhistas e tributários", disse De la Rosa.