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Em Washington, Eduardo Braga ressalta interesse de investidores no setor energético brasileiro

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O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, durante coletiva de imprensa em Washington nesta terça-feira (20). Ligia Hougland/RFI

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse nesta terça-feira (20), em entrevista coletiva à imprensa brasileira em Washington, que o setor de eletricidade é uma espécie de ilha de segurança para os investidores. O ministro veio à capital americana para se encontrar com o secretário de Energia dos Estados Unidos, Ernest Moniz, e tratar de cooperações entre o Brasil e os Estados Unidos, principalmente nas áreas de tecnologia e energias renováveis.


Ligia Hougland, correspondente da RFI em Washington

Desde a última sexta-feira (16), Braga participou em Nova Iorque e em Washington de reuniões com potenciais investidores. O ministro garante que há uma grande receptividade dos investidores em relação ao setor energético brasileiro, pois é um dos mais regulados da economia do país.

O ministro apresentou a empresas do setor de energia e de outros segmentos da economia americana dados da matriz energética brasileira e oportunidades do setor, como o leilão de hidrelétricas amortizadas localizadas em Goiás, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e São Paulo, programado para 6 de novembro deste ano.

Braga está otimista com relação ao interesse dos investidores estrangeiros no leilão e disse que tanto o setor elétrico quanto o financeiro do país têm conversado com investidores interessados, especificamente, chineses e europeus, por meio de investimentos diretos, e americanos, por meio de fundos de investimento.

Segundo o ministro, os investidores estrangeiros não parecem preocupados com a retirada de grau de investimento da Standard & Poor’s, nem com um possível rebaixamento de grau de investimento por outras agências de classificação de risco, pois, ao contrário dessas agências, eles têm uma visão de longo prazo.

Risco de déficit hidrológico

Braga disse que a Medida Provisória 688, sobre o risco hidrológico de geração de energia elétrica, deve ser votada na Câmara e no Senado até 4 de novembro, esclarecendo boa parte das dúvidas dos investidores nacionais e estrangeiros antes do leilão.

O objetivo da medida provisória é atenuar o risco de déficit hidrológico, garantindo a segurança do investidor, ao mesmo tempo em que protege o consumidor, com uma metodologia que cobre 12% de risco do empreendedor. Isso pode ser realizado por meio da extensão do prazo de concessão para os investidores que fizerem investimentos adicionais em energia nova de 5% e em seguro prêmio de 7%, para que o consumidor não seja o grande penalizado com um aumento de tarifa, caso haja risco hidrológico.