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Economia brasileira se afunda ainda mais na recessão

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O PIB brasileiro registrou uma contração total de 2,5% nos últimos quatro trimestres. Marcos Santos/USP Imagens

A economia brasileira, a sétima do mundo, sofreu uma contração de 1,7% no terceiro trimestre do ano. A queda é mais alta que o esperado pelo mercado e confirma o aprofundamento da recessão iniciada no começo de 2015.


O Produto Interno Bruto (PIB) também se contraiu de julho a setembro, 4,5%, em relação ao terceiro trimestre de 2014. Esse foi o maior retrocesso desde que começou a série histórica, em 1996, afirmou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Economistas esperavam uma queda de 1,3% no terceiro trimestre em relação ao segundo e de 4,2% em comparação ao mesmo período de 2014. No primeiro e no segundo trimestre do ano, a economia brasileira teve uma contração de 0,8% e 2,1%, respectivamente, em relação ao trimestre anterior, segundo dados revisados e divulgados nesta terça-feira (1°).

Em recessão desde o segundo trimestre de 2015, a maior economia da América Latina vem registrando resultados negativos desde o início do ano: de janeiro a setembro, o PIB acumula uma queda de 3,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Essa foi a maior queda acumulada desde o início da série em 1996. Nos últimos quatro trimestres, a contração total do PIB é de 2,5%.

Brasil pode viver pior cenário desde 1930

O mercado projeta um retrocesso do PIB de 3,19% este ano e de 2,04% em 2016. Se forem confirmados os dois anos consecutivos de recessão, será a primeira vez que isto ocorrerá em 85 anos.

A agência Standard & Poor's já retirou o grau de investimento do Brasil. Outras duas entidades de classificação de riscos, a Moody's e a Fitch, também rebaixaram a nota do país ao último escalão, deixando o Brasil na iminência de perder o certificado de bom pagador.

(Com informações da AFP)