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Brasileiros descobrem bactéria que reduz capacidade do Aedes de transmitir zika

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Descoberta foi feita durante testes do programa de eliminação da dengue Venilton Kuchler/ ANPr

Uma bactéria presente em 60% das espécies de insetos reduz fortemente a capacidade do mosquito 'Aedes aegypti' de transmitir o vírus zika. A descoberta feita pelos cientistas da Fundação Oswaldo Cruz, no Brasil, poderia ajudar a combater a epidemia, afirmaram nesta quarta-feira pesquisadores brasileiros.


A constatação, relatada na revista científica americana Cell Host and Microbe, foi feita quando os cientistas inseriram a bactéria Wolbachia em ovos de "Aedes aegypti". O experimento fazia parte do programa de eliminação da dengue.

A bactéria não só encurtou a vida desses mosquitos, como era esperado, mas também reduziu a multiplicação do vírus da dengue, do zika e do chikungunya. Os três pertencem à mesma família e são transmitidos pelo "Aedes aegypti".

Os pesquisadores constataram que as fêmeas do mosquito transmitem essa bactéria à sua prole, o que as converte em um agente durável de controle deste principal vetor de infecções, afirmou Luciano Moreira, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz.

Contaminar os mosquitos para erradicar epidemia

Tratam-se dos primeiros resultados deste estudo sobre o vírus da zika, mas os cientistas já têm uma estratégia para o uso dessa descoberta na luta contra a epidemia. “A ideia é disseminar na natureza mosquitos Aedes portadores da bactéria Wolbachia durante um período de alguns meses, para que copulem com outros mosquitos e lhes transmitam este agente patogênico, substituindo finalmente todas as populações desses insetos", disse Moreira.

A bactéria Wolbachia foi identificada como meio de luta contra as infecções transmitidas por mosquitos em 2005.

(Com informações da AFP)