rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês
  • Acordo do Brexit recebe apoio preliminar do Parlamento britânico
A Semana na Imprensa
rss itunes

Pobreza extrema diminuiu na era Lula, lembra revista francesa

Por Taíssa Stivanin

As revistas semanais francesas deram pouco espaço para a crise política brasileira e o afastamento da presidente Dilma Rousseff, mas a L’Express optou por um viés diferente para falar do Brasil, valorizando o balanço positivo da gestão do PT.

A revista dedicou seis páginas a uma reportagem sobre a cidade de Ivaporunduva, no Vale do Ribeira, um ex-quilombo onde vivem 400 pessoas. O vilarejo teve acesso à luz elétrica em 2003 graças ao programa “Luz Para Todos” implantado pelo ex-presidente Lula para beneficiar 10 milhões de brasileiros que viviam nas regiões mais pobres do país.

A viagem a Ivaporunduva é um mergulho na história do Brasil, diz o texto da L’Express. Separados do mundo pelo rio Ribeira de Iguape, os habitantes do vilarejo – a maioria descendentes de escravos- viveram até o ano 2000 sem água e luz, em casas de pau a pique, atravessando o rio em pirogas. Depois da eleição de Lula e da chegada da luz, a vida mudou, como conta o “chefe” do vilarejo Benedito da Silva.

“Em poucos dias, Ivaporunduva passou das trevas do século 19 para as luzes do século 21”, descreve o texto. As famílias também passaram a ter geladeira, máquina de lavar roupa, ferro e secador de cabelo, graças aos créditos distribuídos no governo Lula. Na praça do vilarejo, é até possível acessar a internet.

A pobreza extrema, lembra a revista, diminuiu. Benedito da Silva, militante do PT, lembra que a chegada da TV “mudou a mentalidade” da população. “Descobrimos que fora daqui as pessoas viviam melhor, mas ao mesmo tempo estamos protegidos dos problemas da cidade, onde acabaríamos em uma favela”.

Revista cita programa Minha Casa, Minha Vida

Para a L’ Express, “apesar da gestão desastrosa que está na origem da crise atual, que gerou recessão, alta do desemprego, inflação e corrupção, o ex-presidente Lula e Dilma têm o mérito de terem diminuído a pobreza no país, graças a inúmeros programas sociais”, diz o texto. A revista também cita o programa Minha Casa, Minha Vida, que gerou empréstimos com taxas de juros de 0% e permitiu o acesso à casa própria a milhões de brasileiros.

Nivaldo Rodrigues, um dos agricultores do vilarejo, lembra que não tem mais medo de entrar no banco. “Antes eu entrava e chamavam a polícia”, declara. O L’ Express lembra que no Brasil existe um mito de que a hospitalidade do povo e a convivialidade superam o racismo, mas Lula conseguiu, através de uma política de discriminação positiva, inserir socialmente negros e índios pobres com a política de cotas.

Foi também em Ivaporunduva que Lula se envolveu pessoalmente na construção de uma ponte, que tirou a cidade do isolamento, segundo a revista. A construção possibilitou a distribuição da banana produzida localmente a um preço mais competitivo.

 

 

Surfar no metrô de Paris diante da Torre Eiffel virou moda entre jovens aventureiros

Papa Francisco trava batalha contra grupo de milionários americanos que bloqueiam reformas na Igreja

Mais ecológico e disposto a rever lei do asilo, “novo Macron” mira eleitores de Le Pen

TV e rádio públicas francesas ampliam tempo de programação para meio ambiente

Amazônia: especialistas franceses debatem princípios de justiça climática

Equipamento "revolucionário" de radioterapia entusiasma oncologistas franceses

Bilionário legendário de Wall Street investe toda a sua fortuna em tecnologias limpas

Bióloga brasileira denuncia tensões ideológicas na universidade após eleição de Trump

Ambição expansionista da China passa pela conquista dos portos mundiais, diz revista Le Point

Morte de Marielle continua pairando na vida política do Brasil, diz revista francesa

Ortopedista russo faz algumas crianças com paralisia cerebral recuperar movimentos na Espanha

Manifesto de 50 médicos, magistrados e políticos pede legalização da maconha na França

Ao atacar universidade, Bolsonaro visa uma juventude que lhe é hostil, diz Safatle

Técnica da seleção francesa de futebol visa troféu e não dá bola para sexismo