rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês
RFI CONVIDA
rss itunes

Marion Aubrée:“É exagerado falar de terrorismo religioso no Brasil”

Por Márcia Bechara

A antropóloga Marion Aubrée fala sobre as particularidades, divergências e contradições de novos fenômenos religiosos brasileiros.

O caldeirão étnico-religioso brasileiro é um dos ‘melting pots’ mais diversificados do planeta. O que poderia ser uma guerra de crenças e panteões de culto encontrou, no entanto, sua melhor tradução no sincretismo inter-religioso brasileiro.

Como anda a temperatura desse caldeirão de crenças e cultos no Brasil?Para a antropóloga Marion Aubrée, especialista em religiões da América Latina do Centro de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris (EHESS, na sigla em francês), as religiões de origem afro-brasileira sempre foram objeto de certa discriminação por parte das elites religiosas brasileiras. "Nos últimos 50 anos, elas tinham se beneficiado da dinâmica criada pelos estudos antropológicos, que mostravam toda a riqueza simbólica que elas têm. Apesar dos ataques que estas religiões sofreram nos últimos 20 anos por parte dos evangélicos fundamentalistas - e eu me refiro aos neopentecostais -, elas conquistaram o direito de se expressar publicamente”, explicou a antropóloga, analisando que "apesar da violência deles não ser como a do grupo Estado Islâmico, existe um fundamentalismo comum, que é a eliminação da história para retornar às fontes. No entanto, seria exagerado falar em terrorismo religioso no Brasil, pela carga que essa expressão carrega nesse momento”, explica.

Comentando a queimada de alguns terreiros de umbanda, e lembrando que nem todos os evangélicos são fundamentalistas, como também nem todos os muçulmanos o são também, Marion Aubrée pensa que essa corrente vai contra as religiões afro-brasileiras por outra razão: conquistar o mercado religioso no Brasil.

Mesmo se a antropóloga acredita que o Brasil continua sendo um Estado laico, ela destaca que os evangélicos neopentecostais hoje entraram na política e estão fazendo muitos adeptos.

 

Clique na foto acima para ouvir a entrevista.

 

“Meu Brasil” é tema de mostra fotográfica em Paris criada com método de “mentoria”

Livro conta como Lisboa se tornou o “centro do mundo” na Segunda Guerra

Psicóloga brasileira publica na França livro sobre terapia sistêmica individual

“Desigualdade não diminuiu tanto assim nos anos 2000”, diz pesquisador do IPEA

“Maio de 68 foi uma explosão de criatividade, às vezes caótica”, diz Frédéric Pagès

“É um momento de celebração de mulheres em Cannes”, diz a atriz Mariana Ximenes

"Compromisso de ONG Líderes para a Paz é promover soluções pacíficas para conflitos", diz Antonio Patriota

“O Cinema Novo praticamente nasceu em Cannes, em 1964”, conta Cacá Diegues

Psicóloga lança em Paris livro sobre práticas medicinais e cultura de etnia da Amazônia

Regulamentação europeia para proteção de dados pessoais pode ter impacto no Brasil

“De 8.500 brasileiros adotados por franceses, metade pode ter sido de maneira ilegal”, estima especialista

Oxfam: aumento da desigualdade leva à instabilidade política e econômica no Brasil

Em turnê europeia, São Paulo Cia de Dança traz leitura do mundo em seus passos

Brasileira conta invasões à Sorbonne e à Casa do Brasil em Maio de 68

Voos diretos da Air France/KLM vão transformar Fortaleza em hub de conexões, diz governador

Federação sindical mundial lança site para valorizar trabalhadores dos serviços públicos

“Sistemas político e econômico do Brasil não se modernizaram como o judiciário”, diz economista francês