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Mudança política no Brasil afeta relações com Venezuela

Por RFI

No período presidencial do brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2011) e do venezuelano Hugo Chávez (1999-2013), Brasil e Venezuela eram considerados grandes amigos, mas desde que Michel Temer assumiu o Palácio do Planalto, ainda que de forma interina, a relação entre ambos os países se deteriorou. O Mercosul é um dos principais pontos de discórdia.

Elianah Jorge, correspondente da RFI na Venezuela

O impasse sobre a presidência pro tempore do bloco continua, embora Caracas garanta estar à frente do mercado comum fundado em 1991. Mas será que a tensão política evidenciada na disputa Mercosul pode causar a ruptura da relação dos dois países? Para Carlos Romero, professor titular de Relações Internacionais da Universidade Central da Venezuela, os conflitos atuais entre Brasil e Venezuela são o resultado da mudança política que houve no Brasil.

"Até pouco tempo Brasil e Venezuela tinham muito boas relações e agora elas estão bastante deterioradas. Além disso, a opinião do governo da Venezuela sobre o governo interino do Brasil, que é negativa, leva então neste momento a esta situação de bastante disputa e de distanciamento", declara.

Para ambos os países a relação nunca esteve tão abalada como agora. De acordo com o chanceler uruguaio Rodolfo Nin Novoa, o ministro das Relações Exteriores José Serra teria tentado “comprar o voto do Uruguai” para isolar a Venezuela do Mercosul, o que ampliou o mal-estar no bloco comum. Há quase um mês os sócios tentam resolver o impasse, mas a solução ainda pode estar longe.

Relação Brasil-Venezuela mudou geopolítica latino-americana

De acordo com o ex-embaixador venezuelano, Julio Cesar Pineda, “a relação Brasil-Venezuela mudou a geopolítica latino-americana e isso muda também a relação de forças no Mercosul.  Brasil, Argentina e Paraguai são maioria, e três dos quatro sócios criadores do Mercosul, têm grande autoridade. O que dificulta para a Venezuela ter a presidência do ponto de vista legal e com legitimidade”.

Brasil e Venezuela ideologicamente estão mais estão mais para água e óleo, não se misturam, mas o mesmo não pode ser dito quanto ao setor econômico. A balança comercial entre ambos os países ainda é robusta, embora em queda. Em anos anteriores, os negócios giravam em torno de U$ 4 bilhões, agora apenas 1 U$ bilhão, o que impede uma ruptura definitiva nas relações. É o que explica a especialista em Relações Internacionais e professora da UCV, Giovanna de Michelle.

“O que mantinha forte a relação entre Venezuela e Brasil era a afinidade ideológica de seus governos. Com a mudança de governo no Brasil, nos encontramos diante de uma relação comercial que supera a afinidade ideológica, os dois países estão atados por uma série de convênios, acordos e de contratos no âmbito comercial o que torna praticamente impossível um “divórcio” nestes momentos", declara.  "A grande pergunta é quantos destes acordos serão honrados ao longo do tempo", conclui.
 

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