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Com padrão ecológico, seda brasileira abastece luxo europeu

Por Lúcia Müzell

Pouca gente sabe, mas o Paraná produz uma das melhores sedas do mundo. A qualidade é reconhecida pela marca de luxo francesa Hermès, famosa pelos seus lenços e gravatas que podem custar alguns milhares de euros. Agora, os produtores brasileiros buscam ampliar os mercados com um diferencial em relação aos concorrentes chineses e indianos: a preocupação com a sustentabilidade.

A seda é a única fibra que pode se orgulhar de deixar crédito de carbono no meio ambiente – a produção absorve mais CO2 do que emite, graças aos milhares de hectares de amoreiras plantados para alimentar o bicho da seda. Na etiqueta do produto paranaense, o cliente encontra informações sobre a chamada pegada de carbono durante toda a sua vida útil, e também indica quanto de carbono foi absorvido durante a produção, feita sem agrotóxicos.

“Nós buscamos um nicho de mercado em que os consumidores finais estejam interessados na história que o produto conta: como ele foi fabricado, quais os valores por trás dele”, explica João Berdu, presidente do Instituto Vale da Seda. Ele esteve em Paris para divulgar o fio brasileiro na feira Who’s Next, que apresentou as tendências para o futuro da moda feminina.

Além da Hermès, marcas da Itália e do Japão são as principais compradoras do produto brasileiro. Os japoneses, aliás, são os responsáveis pelo Paraná ter se especializado na seda, graças à imigração nipônica. “A excelência da seda do Brasil nós devemos ao trabalho meticuloso da colônia japonesa, que permitiu que todo o conhecimento sobre a seda fosse aplicado no Brasil com muita competência”, conta agrônomo.

 

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