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Brasileiro se destaca em Israel como piloto de resgate

Por RFI

No dia 21 de março de 2016, o jornal israelense “Maariv” publicou uma reportagem destacando um piloto que ajudou a resgatar israelenses feridos num atentado terrorista em Istambul, na Turquia. O piloto, o brasileiro Jairo Lichewitz, de 40 anos, imigrou para Israel há pouco mais de um ano e já representa uma das histórias de imigração mais bem-sucedidas entre os 12 mil brasileiros que moram no país.

Daniela Kresch, correspondente da RFI em Israel

Jairo deixou São Paulo no auge da carreira de piloto comercial, com quase 12 mil horas de voo, sendo 5.700 como comandante de Airbus. Mas, em Israel, recomeçou a carreira como piloto de táxi aéreo. Não sabia que a decisão o levaria a salvar vidas, como no caso do atentado em Istambul de 20 de março, quando três turistas israelenses morreram e 10 ficaram feridos.

“Me ligaram no sábado à tarde, e eu não sabia o que estava acontecendo. Sabia só que havia um voo para Istambul e que era um voo de ambulância. Quando eu cheguei no aeroporto, vi que o negócio era sério. Vi que, no nosso avião, estávamos levando vários médicos do Maguen Davi Adom (Estrela de Davi Vermelha, associada à Cruz Vermelha Internacional). Voltamos com alguns feridos e alguns médicos”, conta Jairo à RFI. “Depois, tivemos que limpar o avião e tinha muito sangue. É triste a situação de ter que limpar o sangue das pessoas feridas em um atentado”.

Trabalho no descanso do shabat

Para fazer o resgate de urgência, Jairo, que é religioso, abriu mão do descanso do shabat (o sábado judaico), quando, em geral, judeus praticantes não viajam de carro, avião ou outros meios de transporte. Mas, segundo a religião judaica, casos de vida ou morte anulam essa regra.

Jairo, então, não pensou duas vezes e deixou em casa a esposa Florência e as três filhas Tammy (10 anos), Noa (7) e Yael (4), para comandar o voo.

“Depois de um tempo, uma das passageiras que estava nesse voo de resgate a Istambul me mandou um presente. Era uma caixa com azeite, azeitonas, um presente típico assim de produtos israelenses.Tentei entrar em contato com ela para agradecer, mas infelizmente não consegui”, diz o piloto.

Resgate de vítimas de acidentes

Com o táxi aéreo, Jairo Lichewitz já resgatou inúmeros vítimas de acidentes ou doenças no exterior, como uma moça de 20 anos que quebrou a coluna na piscina de um hotel em Larnaca, no Chipre. Recentemente, buscou dois jovens no Uzbesquistão que sofreram acidentes de moto e um bebê com uma rara doença de pelo no Quirguistão.

A empresa de táxi aéreo na qual trabalha também faz voos VIP para empresários ou celebridades.

Depois da reportagem no jornal, o piloto paulista recebeu convites de diversas empresas aéreas comerciais locais, mas não cogita, por agora, deixar os voos de resgate.

“A sensação de fazer esse trabaho, principalmente nos casos de voos de resgate, é muito boa. Você sente que trabalha não simplesmente para enriquecer um dono de uma empresa, mas ajuda a salvar vidas e fazer bem para as pessoas. Você acaba muitas vezes se pondo no lugar das pessoas e tentando confortar quem está passando por uma situação difícil. É muito gratificante”, conclui Jairo.

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