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“A impressão é de ver o final do túnel”, diz embaixador francês sobre o Brasil

Por Elcio Ramalho

Durante sua estada em Paris, onde acompanhou o 4° Fórum Econômico França-Brasil, o embaixador francês no Brasil, Laurent Bili, constatou o interesse mas também compartilhou as diversas preocupações dos empresários e investidores em relação à situação do grande parceiro econômico na América do Sul.

No total, representantes de mais 125 empresas francesas participaram do evento, além de encontros paralelos agendados na Embaixada brasileira.

No Fórum, uma grande comitiva brasileira, liderada por ministros de Estado, apresentou as oportunidades de negócios com o Projeto Crescer, do governo federal, que prevê licitações em 34 projetos na áreas de infraestrutura.

“O que atrai os investidores franceses é o programa de PPP (Parceria Público-Privada). Muitos desses setores estão ligados com a especialização da indústria francesa como saneamento, aeroportos, transportes. Isso atrai muito a atenção das nossas empresas”, destacou Bili, em entrevista à Rádio França Internacional.

“As empresas francesas estão mais otimistas em relação ao futuro imediato da economia brasileira. Essas empresas querem ouvir o discurso do novo governo para descartar as últimas dúvidas antes de investir”, acrescentou.

O patronato francês também expressou preocupações com a atual situação política e econômica do Brasil, após um período de turbulência marcada pela destituição da presidente Dilma Rousseff. A mudança de governo foi acompanhada atentamente, assim como as indicações de um ambiente favorável aos investimentos externos;

“Um ponto muito importante é a segurança jurídica, as condições financeiras e, de maneira geral, a orientação do governo em favor do investimento estrangeiro”, destacou, em referência a “péssimas” experiências do empresariado francês em outros países da América Latina. “É importante ouvir do próprio governo de que eles são bem-vindos”.

Há um ano, quando assumiu a embaixada francesa no Brasil, em setembro de 2015, Laurent Bili diz ter ouvido do empresariado francês que a situação do país “não era clara” e, por isso, se mostraram receosos com as possibilidades de negócios. O cenário está menos opaco para os investidores franceses, avalia.
“A maioria das empresas francesas tem a impressão de ver a saída do final do túnel, que as coisas estão mais precisas”, indica Bili.

“Os empresários sabem que há um momento em que tomar decisões pode ser cedo ou tarde demais. Pode ser o bom momento”, diz.

A presença da comitiva brasileira na França e a visita de uma delegação comandada pelo chanceler José Serra à Espanha também tocou em um ponto espinhoso da relação entre o Brasil e os países europeus: o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, que se encontra em ponto morto.

“A França vai trabalhar por um acordo”, ressaltou o embaixador. No entanto, Laurent Bili explica que há interesses “defensivos” e “ofensivos” de ambas as partes negociadoras. “Ao mesmo tempo, Brasil e França têm interesses a defender. Às vezes, negativos, de proteção de certos setores e ofensivo, de abertura a outros setores”, afirmou.

“Se conseguirmos fazer crescer a economia, o intercâmbio entre os nossos países, pode ser positivo para a Europa e para o Brasil”, finalizou.
 

 

 

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