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"A cor deixou de ser o principal em atores negros no Brasil", diz historiador

Por Augusto Pinheiro

O historiador Alberto da Silva, professor de história contemporânea brasileira na Universidade Sorbonne, em Paris, ministra, em francês, o ciclo de conferências "História do Brasil Através do Cinema" no instituto cultural franco-brasileiro Alter Brasilis, na capital francesa.

A primeira conferência aconteceu no dia 6 e focou no tema da colonização portuguesa e do processo de independência do Brasil, com a projeção de "Carlota Joaquina, Princesa do Brasil", de Carla Camuratti. Nesta sexta-feira (13), ele fala sobre a influência africana na cultura brasileira, a partir do filme "Xica da Silva", de Cacá Diegues, que se passa no período da escravidão.

"O fime nos dá a possibilidade de tratar a trama, mas igualmente o contexto da produção. Então, por exemplo, em 'Xica da Silva', que foi produzido nos anos 1970, em plena ditadura, fala sobre escravidão, mas também é importante do ponto de vista cinematográfico. É interessante também perceber a evolução da representação do negro do cinema, desse período até 2016."

Segundo ele, a partir do final dos anos 1990, surgiram grandes atores negros, como Lázaro Ramos, que ocupam papéis importantes. "O fato de ser negro não é a mais a característica principal dos personagens que interpretam. Então se abriu uma possibilidade no cinema e também na TV para outras representações do negro na sociedade brasileira", analisa.

Ele compara, por exemplo, com a situação de Zezé Motta após "Xica da Silva". "Ela teve dificuldade de encontrar papéis a sua altura na TV. Então dessa época até hoje, vimos uma grande evolução."

No dia 4 de fevereiro, a última conferência tratará das contradições regionais no Brasil, com o filme "Deus e Diabo na Terra do Sol", de Glauber Rocha. As incrições podem ser feitas no site do Instituto Alter Brasilis.

Alberto da Silva também é autor e prepara um livro sobre o cinema pernambucano. Ele já publicou, em francês e português, "Gênero e Ditadura no Cinema Brasileiro – Os Filmes de Ana Carolina e Arnaldo Jabor", resultado da sua tese de doutorado na Universidade Federal de Pernambuco. Ele também é doutor em civilização brasileira pela Sorbonne.

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