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Jornal francês denuncia "estado lamentável" das instalações olímpicas do Rio

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Parque Olímpico da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro Divulgação

O jornal francês Les Echos desta quarta-feira (8) traz uma reportagem sobre o "estado lamentável” das instalações olímpicas do Rio de Janeiro, seis meses após o final das competições.


O texto começa com a frase “Tristes trópicos” e lembra que o Parque Olímpico da Barra da Tijuca deveria ter se transformado em escolas para formar os próximos campeões brasileiros. Porém, diz o jornal, a promessa não foi cumprida.

“Quanto ao lendário estádio do Maracanã, palco das cerimônias de abertura e de encerramento dos Jogos Olímpicos e das finais das Copas do Mundo de 1950 e 2014, ele finalmente recebeu um jogo esta noite, após ter ficado com as portas fechadas durante várias semanas”, diz a reportagem.

O conjunto das instalações custou mais de € 2 bilhões. “Gastamos muito dinheiro. Houve melhoras pontuais, mas que não contribuíram muito para a cidade”, afirmou um morador do Rio à publicação.

Parceria público-privada

“A parceria público-privada deveria assegurar o uso do Parque Olímpico. Mas os editais publicados tiveram apenas uma empresa candidata, a Saniero, que foi desqualificada porque não apresentava garantia financeira suficiente”, continua a reportagem.

“Conclusão: a conversão dos ginásios em escolas e a transferência das piscinas para a periferia estão agora nas mãos do Ministério do Esporte, cujo orçamento foi cortado pelo programa de austeridade do governo. ”

Entrevistado pelo Les Echos, o estudante universitário italiano Giuseppe Cocco, que mora há 20 anos no Rio, diz que a situação é paradoxal. “Temos muitos estádios novos, mas que estão abandonados. Não temos dinheiro para garantir o seu uso. Já não há dinheiro suficiente para pagar o salário dos professores e para o serviço de emergência em alguns bairros. ”

Mas, segundo o correspondente, nem tudo foi em vão. “O transporte público melhorou, a Barra da Tijuca foi integrada à cidade, e o bairro portuário encontrou uma vocação turística graças a uma nova política de urbanismo.