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China, Chile e Egito reabrem mercado para importação de carne brasileira

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Autoridades do Chile controlam carne durante a semana, após governo ter suspendido importação do produto vindo do Brasil REUTERS/Ivan Alvarado

O governo brasileiro informou neste sábado (25) que a China decidiu retomar as importações de carne do Brasil. As autoridades egípcias seguiram o exemplo chinês e o Chile também anunciou que vai retirar veto às importações, mas mantêm a medida para 21 frigoríficos.


"A China anunciou hoje a reabertura total do mercado de carnes brasileiras. Trata-se de um atestado categórico da solidez e qualidade do sistema sanitário brasileiro e uma vitória de nossa capacidade exportadora", afirmou o ministro Blairo Maggi, citado em um comunicado do governo. O ministério informa que as únicas restrições ainda em vigor dizem respeito aos produtos dos 21 frigoríficos investigados.

Atrás apenas de Hong Kong, os chineses estão entre os maiores compradores de carne bovina brasileira, com mais de US$ 703 milhões de importações em 2016. Quanto à carne de frango, o país asiático comprou quase US$ 859,5 milhões do Brasil.

O Egito, terceiro comprador de carne bovina do Brasil, com US$ 551,2 milhões em importações, seguiu o exemplo da China e retirou seu embargo. "As importações foram suspensas até que compreendêssemos o que se passava. Agora, elas serão retomadas, mas não importaremos mercadorias dos abatedouros ou plantas investigadas", explicou à AFP uma fonte do ministério egípcio da Agricultura.

Ainda neste sábado, as autoridades chilenas também suspenderam parte do veto à importação de carne brasileira. O Serviço Agrícola de Pecuária do Chile (SAG, na sigla em espanhol), informou em um comunicado que "decidiu modificar a restrição de importação à carne brasileira, mantendo por precaução a suspensão das importações de carne bovina, suína e de ave a apenas 21 estabelecimentos que se viram envolvidos na rede de corrupção".

Blairo Maggi disse que Chile poderia sofrer represálias

A medida foi adotada após a viagem ao Brasil de inspetores do SAG para verificar as condições sanitárias dos principais frigoríficos que exportam carnes para o Chile. Após a decisão de Santiago de fechar completamente o seu mercado, o ministro brasileiro da Agricultura, Blairo Maggi, advertiu que o país poderia sofrer uma "reação forte", com possíveis represálias a produtos chilenos.

O Brasil é o segundo maior fornecedor de carne para o Chile com 37 mil toneladas anuais, superado apenas pelo Paraguai, com 39 mil toneladas, segundo o governo chileno.

O escândalo, batizado de "Carne Fraca", teve início quando a Polícia Federal brasileira revelou que grandes exportadores corrompiam funcionários públicos para certificar a carne avariada como própria para consumo. Até o momento, mais de 20 mercados restringiram a entrada ou intensificaram seus controles sobre as carnes brasileiras. As vendas para o exterior despencaram, passando de US$ 63 milhões diários para apenas US$ 74 mil.

(Com informações da AFP)