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"Justiça eleitoral deve ser exemplar como a criminal", diz Marina Silva

Por RFI

“O Brasil não precisa achar que vai vir um salvador da pátria”. Essa é a opinião de Marina Silva, do partido Rede. Provável candidata à Presidência em 2018, Marina deu uma entrevista exclusiva à nossa correspondente em Brasília, Luciana Marques, sobre as consequências nas eleições do ano que vem após a abertura de inquéritos para investigar grandes nomes da política brasileira, que atingem diretamente o governo do presidente Michel Temer.

Luciana Marques, correspondente da RFI em Brasília

Marina Silva avalia que essa é uma das crises mais graves da história política nacional e que é a oportunidade de passar o Brasil a limpo. Para ela, não se pode, em nome da estabilidade política e econômica, passar a mão em cima da corrupção.

O presidente Michel Temer vem enfrentando essa nova crise com o discurso de que as reformas de seu governo e o Congresso Nacional não podem parar. Mas, para Marina, o problema é querer se perpetuar no poder em conluio com empresários, que, segundo ela, fraudaram o sistema democrático.

"Há uma expectativa muito grande em relação ao TSE. A Justiça criminal está sendo exemplar com os corruptos e os corruptores, a justiça eleitoral precisa ser igualmente exemplar. A justiça criminal está mostrando que o crime não compensa”, avalia. “A Justiça eleitoral também tem que mostrar que o crime eleitoral não compensa e obviamente que só tem um caminho: cassar a chapa Dilma temer e os envolvidos na fraude eleitoral do abuso de poder econômico pelo caixa dois e corrupção. E, ao mesmo tempo, cassar os direitos políticos de quem praticou os crimes eleitorais"”, diz.

"Marina também critica a lista fechada e defende o fim do foro privilegiado, proposta que está sendo discutida no Senado. “É muito estranho dar foro privilegiado para aqueles que são eleitos pela população. Defender o interesse público, para salvaguardar o interesse público, além de privilégios para se safar da justiça, é uma aberração", diz.

Brasil não deve esperar por salvador da pátria

De acordo com Marina, não é possível inventar nomes para virar candidatos e que o Brasil não deve esperar por um salvador da pátria. Para Marina, há muitos políticos de bem que estão no banco de reserva e agora devem vir à cena. Marina Silva admitiu que vem conversando com o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa. Ela negou que tenha convidado Barbosa para ser seu vice na chapa, mas admite que ele pode ingressar na política em momento oportuno.

"O ministro Joaquim Barbosa deu uma grande contribuição para esse país, com o processo do mensalão. Nas vezes que conversei com ele, não foi para falar de política, quando conversei com ele foi para tirar dúvidas  sobre a Constituição", diz Marina. "Nunca tratei com ministro Barbosa sobre eleição, até pelo respeito que tenho obviamente que ele tem o direito de colocar politicamente no momento em que for oportuno e conveniente para ele e tem todo o meu respeito, mas eu nunca tratei disso quando ele."

Bom, além do nome de Marina Silva, também vem ganhando força os nomes de Ciro Gomes, do PDT, e do prefeito de São Paulo, João Doria, do PSDB, para disputa no ano que vem. Isso porque os tucanos Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin vão responder a inquéritos. O ex-presidente Lula, que também tem a intenção de se candidatar, será investigado na primeira instância.
 

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