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Lava jato Michel Temer Aécio Neves Corrupção

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STF revela acusações contra Temer

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Temer: investigado por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da justiça. REUTERS/Ueslei Marcelino/File Photo

A Procuradoria-geral da República (PGR) acusou o presidente Michel Temer de tentar deter, juntamente com o senador suspenso Aécio Neves, o avanço da operação "Lava Jato" sobre o esquema de propinas na Petrobras, em denúncia enviada ao Supremo Tribunal Federal e revelada nesta sexta-feira (19).


Segundo o documento, Temer teria agido em coordenação com Aécio Neves, candidato presidencial em 2014, que nesta quinta-feira (18) foi suspenso tanto de seu mandato no Senado como da presidência do PSDB.

"Verifica-se que Aécio Neves, em articulação, dentre outros, com o presidente Michel Temer, tem buscado impedir que as investigações da Lava Jato avancem, seja por meio de medidas legislativas, seja por meio do controle de indicação de delegados de polícia que conduzirão os inquéritos", destaca o texto da denúncia, ao qual a AFP teve acesso.

"Desta forma, vislumbra-se também a possível prática de crime de obstrução da Justiça", concluiu o documento da PGR.

Delações premiadas da JBS

O Brasil vive em estado de comoção política desde a noite de quarta-feira (17), quando o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, revelou o conteúdo de uma conversa gravada entre Temer e um dos donos da JBS, Joesley Batista, em que o presidente parece concordar com o pagamento de propina para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, que cumpre pena de 15 anos de prisão por corrupção.

Temer foi criticado por não ter denunciado Batista por suas confidências ilegais.

O chefe de Estado de 76 anos rejeitou taxativamente estas acusações, assim como os pedidos para que apresente sua renúncia.

O STF abriu na quinta-feira uma investigação sobre o caso. O pedido da procuradoria, divulgado nesta sexta-feira, pode acentuar consideravelmente a pressão sobre Temer.