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"Fitoterapia e alopatia podem andar juntas", afirma naturopata brasileira Rafaela Tillier

Por Márcia Bechara

O RFI Convida conversou com a naturopata e enfermeira brasileira Rafaela Tillier, radicada em Paris, que realiza a conferência "As virtudes terapêuticas das plantas da Amazônia" no espaço Krajcberg, no 15° distrito da capital francesa, uma iniciativa do Centro Cultural do Brasil, nesta quarta-feira (7). O evento faz parte do ciclo de conferências da "Semana da América Latina e do Caribe".

Para ouvir a entrevista na íntegra, basta clicar na foto da matéria

"A naturopatia é uma profissão que existe há dois mil e quinhentos anos pelo menos", explica a naturopata e enfermeira brasileira Rafaela Tillier, especializada em plantas amazônicas. "Na Itália, em Portugal e na Inglaterra, por exemplo, essa é uma prática não apenas regulamentada como também permitida dentro dos hospitais, ao contrário da França, que ainda está atrasada em relação à Europa", explica Tillier. "Aqui a profissão existe, mas o lobby das indústrias farmacêuticas ainda é um fator que pesa muito no cuidado com os pacientes", explica.

 "A vontade de falar sobre as plantas amazônicas aconteceu depois que eu cheguei aqui. Eu via muitas pessoas falando da Amazônia, começou a moda do açaí, e eu, como naturopata formada aqui na França, acabei me apropriando um pouco disso porque a riqueza que a gente tem é tão grande, que nós mesmos brasileiros não nos damos conta. Como naturopata é minha função mostrar aos franceses tudo o que a gente tem", afirma a profissional.

"Em termos de propriedades, por exemplo, nós temos o açaí, que é o fruto mais antioxidante do mundo. Temos ainda o camu-camu, que tem uma superpropriedade, uma alta concentração de vitamina C, 20 vezes mais vitamina C que a acerola. Temos ainda a castanha-do-pará. Dentro de apenas uma castanha, temos duas vezes a dose de selênio que precisamos por dia. Todos esses frutos são considerados como superalimentos, ou alicamentos, ou seja, medicamentos em forma de alimento", detalhou Rafaela.

"Acredito que a fitoterapia e a alopatia podem andar juntas. Não precisamos ser [exclusivamente] "naturebas", as duas coisas podem ser complementares. Esse é o segredo que deve ser revelado para as pessoas", especifica a naturopata. "Os franceses estão sempre abertos e curiosos ao que vêm do Brasil, especialmente da Amazônia, mas ainda não utlizam este conhecimento", afirma Tillier.

 

 

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