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Temer muda de ideia e decide participar da cúpula do G20 na Alemanha

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O presidente brasileiro Michel Temer decidiu participar da reunião do G20, apesar da crise. REUTERS/Ueslei Marcelino

O presidente brasileiro Michel Temer, que havia anunciado na semana passada sua ausência na reunião de cúpula do G20, mudou de planos e vai participar do evento, que começa na sexta-feira (7) em Hamburgo, na Alemanha.


A próxima reunião de cúpula do G20 já está dando o que falar antes mesmo da chegada de seus participantes na cidade alemã. Na semana passada, o presidente brasileiro havia cancelado a viagem, pouco depois de ser denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por "corrupção passiva". Apesar da crise política que vive o Brasil, o anúncio surpreendeu, já que essa seria a primeira vez na história recente do G20 que o líder de um país-membro não participaria do evento.

Mas finalmente o chefe de Estado decidiu manter o ritual e, segundo informou a assessoria de comunicação do Planalto nesta segunda-feira (3), "está confirmada a ida do presidente ao G20". Temer deve embarcar na próxima quinta-feira (6), para chegar à Alemanha na sexta, mas essas datas ainda não foram divulgadas oficialmente.

Segundo o Diário Oficial da União (DOU), além de Temer, irão para a Alemanha o ministro brasileiro da Fazenda, Henrique Meirelles, e alguns assessores.

Participação de Trump também preocupa

Além das incertezas sobre a presença de Temer, os preparativos do G20 também são marcados pelas tensões atuais entre os diferentes membros do grupo, composto por África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia - além da União Europeia. A chanceler alemã Angela Merkel indicou nesta segunda-feira que as posições do presidente norte-americano Donald Trump devem tornar a cúpula mais difícil que de costume.

"Nós vamos ter uma série de assuntos espinhosos", reconheceu a chefe do governo alemão durante uma entrevista coletiva nesta segunda-feira. A chanceler citou a questão da luta contra o aquecimento do planeta, os gastos militares e o comércio internacional, temas sobre os quais Washington diverge de seus parceiros desde a chegada de Trump ao poder. “Nós conhecemos as posições do governo americano e não pense que elas vão desaparecer durante uma passagem de dois dias por Hamburgo”, disse Merkel.

O tom pessimista também é presente no discurso do presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, em uma entrevista que será publicada esta semana no Stuttgarter Zeitung. “Estou muito preocupado com as mudanças (da política externa americano) e não podemos apostar em uma evolução rápida”, disse o chefe de Estado, frisando que “se não buscarem um melhor acordo, todos sairão perdendo”.